Divulgar textos, histórias e personagens do Samba e Choro. Absorver e repassar experiencias, produções e causos vivenciados/relacionados com os dois generos. Divulgar o espaço Feitoria Cimples Ócio em Curitiba e outras plagas.
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
terça-feira, 25 de outubro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Velha Guarda da Copa Lord - Florianópolis - SC
Esta Velha Guarda vale a pensa ser vista, ouvida e pensada - estiverem no Cimples Ócio algumas vezes - infelizmente não tenho áudio nenhum gravado no espaço. mas fica a sugestão quando estiverem em Floripa.
Em 2002 me ajudaram muito quando levei seu Jair do Cavaquinho e Seu Argemiro Patrocinio a Itajai e Florianopolis.
No show em Floripa, na Sociedade Novo Horizonte, logo no inicio seu Argemiro passou mal e a um simples pedido meu, todos os integrantes foram reunidos rapidamente na platéia, pois já tinham feito sua apresentação e participaram de forma brilhante, segurando a barra com Seu Jair até o final do show.
Em Itajai, mesmo sendo uma quinta-feira a noite, sairam de Floripa e fizeram um show lindo de abertura. Admirador incondicional deste povo, tanto pela musicalidade, como temperamento e personalidade de todos.
Pequena mostra no bairro Santo Antonio, Floripa em 2010:
http://www.youtube.com/watch?v=J79LeiBIGPw
fotos; Cimples Ócio/Curitiba
Em 2002 me ajudaram muito quando levei seu Jair do Cavaquinho e Seu Argemiro Patrocinio a Itajai e Florianopolis.
No show em Floripa, na Sociedade Novo Horizonte, logo no inicio seu Argemiro passou mal e a um simples pedido meu, todos os integrantes foram reunidos rapidamente na platéia, pois já tinham feito sua apresentação e participaram de forma brilhante, segurando a barra com Seu Jair até o final do show.
Em Itajai, mesmo sendo uma quinta-feira a noite, sairam de Floripa e fizeram um show lindo de abertura. Admirador incondicional deste povo, tanto pela musicalidade, como temperamento e personalidade de todos.
Pequena mostra no bairro Santo Antonio, Floripa em 2010:
http://www.youtube.com/watch?v=J79LeiBIGPw
fotos; Cimples Ócio/Curitiba
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Sempre algo interessante de Adoniram
Ontem estive numa biblioteca (Sesc Paço)aqui em Curitiba e acabei botando o olho num livro sobre o cronista Rubinato e aproveito para postar mais uma pagina escaneada em 2008 dos fasciculos da Historia do Samba.
(clique na imagem para ler confortavelmente).
citação no livro - de Mario Lago:"Adoniran Barbosa teve uma grande importância na música popular, pois era um perfeito reporter dos bairros pobres de São Paulo."
Samba, trabalho e cachaça na ótica de Adoniram:
http://youtu.be/ZxxM261ddhI
Num barracão da favela do vergueiro
Onde se guarda instrumento
Alí, nóis morava em três.
Meu violão da silveira e seu criado,
Ela cuíca de souza
E o cavaquinho de oliveira penteado
Quando o cavaco centrava
E a cuíca soluçava
Eu entrava de baixaria
E a ximantada sambava
Bebia saculejava
Dia e noite, noite e dia.
No barracão quando a gente batucava
Essa cuíca marvada, chorava como ela só
Pois ela gostava demais do meu líti
Que bem baixinho gemia
Gemia assim
Como quem tem algum dodói
Tudo aquilo era pra mim
Gemia e me olhava assim
Como quem diz
Alô my boy
E eu como bom violão
Carregava no bordão
Caprichado sol maior
Mas um dia patrão, que orror
Foi o rádio que anúnciou com o fundo musical
Dona cuíca de souza
Com cavaco de oliveira penteado se casou
E deu uma coisa na claquete
Eu ía pegá o cavaco
E o pandeiro me falou:
"não seja bobo
Não se escracha
Mulher patrão e cachaça
Em qualquer canto se acha".
"não seja bobo
Não se escracha
Mulher patrão e cachaça
Em qualquer canto se acha".
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domingo, 26 de junho de 2011
Cimples Ócio festeja São Pedro e generos musicais brasileiros
(evento transferido em função das chuvas constantes em Curitiba, com data a ser definida).
Dia 02
jul - sabado 14h00Cimples Ócio festeja São Pedro e os gêneros musicais brasileiros
Ciclo junino – terceiro e último encontro
14h00 – Abertura do espaço. Comida típica, seleção musical homenageando as festas juninas pelo Brasil – calangos, baião, sambas, maxixes, etc.
16h00 - Cida Airam e músicos convidados
- Versátil e dona de uma voz afinadíssima, a cantora do Coral Brasileirão comanda músicos talentosos dos dois gêneros para uma roda de samba inédita e um bom forró pé de serra, com viagens pelo Choro, Maxixe, baião, xote e xaxado.
Músicos: Luis Rolim, percussão, Murilo Damasceno, violão, Joao Pedro, sanfona

Cimples Ócio Feitoria
Rua Miguel Jorge Nasser, 206 – Bacacheri – Ctba PR
- ingressos: R$ 10,00
Contato e informações: 41 3209-8802 / 9931-7820
http://cimples-ocio.blogspot.com / cimples.ocio@gmail.com
Cida Airam:
http://www.mosaicoculturaearte.com.br/artista-cida-airam.php
http://www.myspace.com/cidaairam
Joao Pedro (foto)
http://joaopedroacordeon.com.br/fotos_encontro_sanfona_viola.php
chegando no Cimples Ócio
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Paulinho da Viola, Canhoto da Paraiba, Velha Guarda
Sambas de boa qualidade
Olhe o que acabei achando no You Tube - especial/show na Globo de junho de 1980 - "Paulo Cesar Batista de Faria" - bom som e imagem - coisa para chorar e matar saudades de verdade e ainda para quem nunca viu imagens de alguns antigos integrantes da Velha Guarda da Portela. Eu tive o privilegio de conhecer alguns sambistas de fato e trouxe para o Parana e Santa Catarina entre outros Casquinha, Seu Jair, Argemiro, Monarco, Cabelinho e Serginho Procopio - que nestes videos não aparece, pois nesta epoca, 1980, o cavaquinista era o Osmar do Cavaco, seu pai. Vamos às delicias:
- Paulinho da Viola, Manacea e Velha Guarda - Quantas lagrimas:
http://www.youtube.com/watch?v=tzEJX7vX_GQ
- Paulinho da Viola e Grupo Rosa de Ouro - Pode Guardar as panelas:
http://www.youtube.com/watch?v=zoZqHMzfsl8
- Canhoto da Paraiba:
http://www.youtube.com/watch?v=RLXz9QbJ5fc
Coisas do mundo minha nega:
http://www.youtube.com/watch?v=V60YWH8ZelA
Paulinho da Viola e Grupo Rosa de Ouro: Elton Medeiros, Nelson Sargento, Anescarzinho e Seu Jair do Cavquinho (tocando!!!) - Guardei minha viola
http://www.youtube.com/watch?v=3JbAE97Cwcs
Olhe o que acabei achando no You Tube - especial/show na Globo de junho de 1980 - "Paulo Cesar Batista de Faria" - bom som e imagem - coisa para chorar e matar saudades de verdade e ainda para quem nunca viu imagens de alguns antigos integrantes da Velha Guarda da Portela. Eu tive o privilegio de conhecer alguns sambistas de fato e trouxe para o Parana e Santa Catarina entre outros Casquinha, Seu Jair, Argemiro, Monarco, Cabelinho e Serginho Procopio - que nestes videos não aparece, pois nesta epoca, 1980, o cavaquinista era o Osmar do Cavaco, seu pai. Vamos às delicias:
- Paulinho da Viola, Manacea e Velha Guarda - Quantas lagrimas:
http://www.youtube.com/watch?v=tzEJX7vX_GQ
- Paulinho da Viola e Grupo Rosa de Ouro - Pode Guardar as panelas:
http://www.youtube.com/watch?v=zoZqHMzfsl8
- Canhoto da Paraiba:
http://www.youtube.com/watch?v=RLXz9QbJ5fc
Coisas do mundo minha nega:
http://www.youtube.com/watch?v=V60YWH8ZelA
Paulinho da Viola e Grupo Rosa de Ouro: Elton Medeiros, Nelson Sargento, Anescarzinho e Seu Jair do Cavquinho (tocando!!!) - Guardei minha viola
http://www.youtube.com/watch?v=3JbAE97Cwcs
sábado, 1 de agosto de 2009
Samba e Choro - aniversariantes Julho




Segue lista:
1 - Wilson Batista - Campos - RJ - 1915 - dia 03 - dos maiores compositores de toda a história do samba.
2 - Anescarzinho do Salgueiro - (Anescar Pereira Filho) - Rio de Janeiro - 1929 - dia 04 - veja discografia e biografia: http://www.baixadafacil.com.br/conexaocarioca/releases/anescar.htm
3 - Joao Bosco - Ponte Nova - MG - 1946 - dia 13.
4 - Paulo Moura (foto) - São Jose do Rio Preto - SP - dia 15 - maestro, saxofonista, clarinetista e compositor. Veja mais: http://www.paulomoura.com/
5 - Noel Rosa de Oliveira - Rio de Janeiro- RJ - 1920 - dia 15 - compositor do Salgueiro.
6 - Elizeth Cardoso - Rio de Janeiro - RJ - 1920 - dia 16 - A Divina
7 - Luis Carlos da Vila - (foto) (Luiz Carlos Baptista) Rio de Janeiro - RJ - 1949 - Dia 21 - um dos grande nomes do samba - compositor muito criativo. Veja biografia: http://www.samba-choro.com.br/artistas/luizcarlosdavila
8 - Elton Medeiros - (foto) - 1930 - dia 22 - outro grande nome do samba, parceiro de Cartola e Paulinho da Viola.
9 - Nelson Sargento (Nelson Mattos) - Rio de Janeiro - RJ - 1924 - dia 25.
10- Marcos Sacramento - Niteroi - RJ - 1960 - dia 27 - cantor com bons discos. Veja mais:
11 - Nilze Carvalho - (foto) - Rio de Janeiro - RJ - 1969 - dia 28
12 - Mirabeau Pinheiro - Alegre - ES - 1924 - dia 31 - autor com Milton Sales da obra Fala, Mangueira.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Samba, popularidade, produtores e novas cantoras
Dei algumas risadas com a postagem abaixo. Tem citações e opiniões contundentes de Clara, Beth, Herminio, Casquinha, Wilson Moreira, Padeirinho, Candeia, Noca, Carlos Cachaça, rock, LP, mercado e produções de discos de samba.
Estava procurando uma foto do Ismael Silva na sua vinda a Curitiba em 1974 e acabei encontrando esta materia do Aramis. Acabei transportando para época atual e lembrando de algumas conversas sobre pseudo-interpretes de samba do Brasil inteiro. E as produções? Afi!!!!!! A manipulação mercadológica do que vamos ouvir sempre ocorreu nao sei desde quando - talvez iniciada nas vendas de partituras do tempo do Callado e Chiquinha. Vamos á materia:
Sambistas
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 11 de julho de 1976
Além de ser uma mulher bonita, comunicativa e hoje uma das artistas que mais fatura no Brasil, a mineira Clara Nunes veio provar que o sambão pode vender muito. Aliás, quem convenceu Clara de seguir este caminho foi seu ex-noivo, o paranaense Adelsom Alves. E com Clara vendendo mais de 400 mil cópias de cada elepe que grava, é natural que outras gravadoras busquem cantoras no mesmo estilo. A RCA Victor convenceu a excelente Beth Carvalho a deixar a Tapecar e agora a Continental lança uma nova sambista, na mesma linha de Clara: Renata Lu. Nascida e criada em Senador Vasconcelos, subúrbio carioca da Central do Brasil, Renata antes de chegar aos sambas da Mangueira e Portela, esteve perdida entre versões de rock, boleros e outros supérfluos.
Aos 22 anos, Renata já tem uma relativa experiência: começou no programa "A Grande Chance" da TV Tupi e chegou a fazer um LP que "agora quero esquecer". E, brasileiramente, se propõe a partir de agora, do lp "Sandália de Prata" (Continental, 1-01-404-131, junho/76). É um elepe válido que poderia ser ótimo: faltou ao produtor Jorge Coutinho, responsável pelas noitadas de samba do Teatro Opinião, maior experiência para fazer um disco forte, como por certo um produtor da sensibilidade de Herminio Belo de Carvalho ou mesmo Sergio Cabral conseguiria. Renata Lu, que em 72 venceu o II Encontro Nacional do Compositor do Samba, com "Quero Sim" (Darci da Mangueira/ Lecy Brandão) é uma cantora de voz agradável, embora por demais apegada ao estilo (de sucesso) de Clara Nunes. Isso, entretanto pode ser superado. E, felizmente, o repertório escolhido para este LP de estréia não poderia ser melhor. Temos sambas do grande Cartola ("Arremedo de um Nada", em parceria com Ismael Silva), Ismael Silva ("Meu Único Desejo"), Heitor dos Prazeres ("Mulher de Malandro"), Nelson Cavaquinho - Guilherme de Brito ("Erva Daninha"), Antonio Candeias Filho (Candeia) e Wilson Moreira ("Afirmação) e do grande Carlos Cachaça (Carlos Moreira de Castro - e não Carlos Aguiar Moreira, como está no encarte do disco) ("Vingança"). Mas outros excelentes compositores populares, embora menos populares também foram reunidos no elepe: Noca Osvaldo Alves Pereira) e Edinho (Edson Correa dos Santos) com "Onde A Cobra é Bicho Manso" o inédito maxixe "Zomba" de Alvarenga (fundador da Portela) e Chandico, "Oto Henrique Drep com "Vem Amor", Pandeirinho (Osvaldo Vitalino) em "Pense Bem" e, a faixa mais comercial (e inexpressiva) do lp, "Sandália de Prata" (David Corrêa - Bebeto Di São João).
Renata Lu é, por enquanto uma promessa. Uma vela promessa para o Samba. Esperamos que, na próxima vez, tenha sorte de encontrar um produtor mais cuidadoso e fazer então um excelente elepe. Como amostra, tudo bem.
Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Veiculo: Estado do Paraná
Caderno ou Suplemento: Nenhum
Coluna ou Seção: Música
Página: 31
Data: 11/07/1976
Estava procurando uma foto do Ismael Silva na sua vinda a Curitiba em 1974 e acabei encontrando esta materia do Aramis. Acabei transportando para época atual e lembrando de algumas conversas sobre pseudo-interpretes de samba do Brasil inteiro. E as produções? Afi!!!!!! A manipulação mercadológica do que vamos ouvir sempre ocorreu nao sei desde quando - talvez iniciada nas vendas de partituras do tempo do Callado e Chiquinha. Vamos á materia:
Sambistas
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 11 de julho de 1976
Além de ser uma mulher bonita, comunicativa e hoje uma das artistas que mais fatura no Brasil, a mineira Clara Nunes veio provar que o sambão pode vender muito. Aliás, quem convenceu Clara de seguir este caminho foi seu ex-noivo, o paranaense Adelsom Alves. E com Clara vendendo mais de 400 mil cópias de cada elepe que grava, é natural que outras gravadoras busquem cantoras no mesmo estilo. A RCA Victor convenceu a excelente Beth Carvalho a deixar a Tapecar e agora a Continental lança uma nova sambista, na mesma linha de Clara: Renata Lu. Nascida e criada em Senador Vasconcelos, subúrbio carioca da Central do Brasil, Renata antes de chegar aos sambas da Mangueira e Portela, esteve perdida entre versões de rock, boleros e outros supérfluos.
Aos 22 anos, Renata já tem uma relativa experiência: começou no programa "A Grande Chance" da TV Tupi e chegou a fazer um LP que "agora quero esquecer". E, brasileiramente, se propõe a partir de agora, do lp "Sandália de Prata" (Continental, 1-01-404-131, junho/76). É um elepe válido que poderia ser ótimo: faltou ao produtor Jorge Coutinho, responsável pelas noitadas de samba do Teatro Opinião, maior experiência para fazer um disco forte, como por certo um produtor da sensibilidade de Herminio Belo de Carvalho ou mesmo Sergio Cabral conseguiria. Renata Lu, que em 72 venceu o II Encontro Nacional do Compositor do Samba, com "Quero Sim" (Darci da Mangueira/ Lecy Brandão) é uma cantora de voz agradável, embora por demais apegada ao estilo (de sucesso) de Clara Nunes. Isso, entretanto pode ser superado. E, felizmente, o repertório escolhido para este LP de estréia não poderia ser melhor. Temos sambas do grande Cartola ("Arremedo de um Nada", em parceria com Ismael Silva), Ismael Silva ("Meu Único Desejo"), Heitor dos Prazeres ("Mulher de Malandro"), Nelson Cavaquinho - Guilherme de Brito ("Erva Daninha"), Antonio Candeias Filho (Candeia) e Wilson Moreira ("Afirmação) e do grande Carlos Cachaça (Carlos Moreira de Castro - e não Carlos Aguiar Moreira, como está no encarte do disco) ("Vingança"). Mas outros excelentes compositores populares, embora menos populares também foram reunidos no elepe: Noca Osvaldo Alves Pereira) e Edinho (Edson Correa dos Santos) com "Onde A Cobra é Bicho Manso" o inédito maxixe "Zomba" de Alvarenga (fundador da Portela) e Chandico, "Oto Henrique Drep com "Vem Amor", Pandeirinho (Osvaldo Vitalino) em "Pense Bem" e, a faixa mais comercial (e inexpressiva) do lp, "Sandália de Prata" (David Corrêa - Bebeto Di São João).
Renata Lu é, por enquanto uma promessa. Uma vela promessa para o Samba. Esperamos que, na próxima vez, tenha sorte de encontrar um produtor mais cuidadoso e fazer então um excelente elepe. Como amostra, tudo bem.
Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Veiculo: Estado do Paraná
Caderno ou Suplemento: Nenhum
Coluna ou Seção: Música
Página: 31
Data: 11/07/1976
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terça-feira, 16 de junho de 2009
Ismael Silva em Curitiba - 1974
Mais uma materia do Aramis Millarch. A materia é sobre os lançamentos na epoca da Funarte e aproveita para tecer alguns somentarios sobre a carreira e discos do Ismael. Segue o texto dele:
Em 1974, Ismael Silva veio a Curitiba pela primeira e única vez. Quem o trouxe foi Ricardo Cravo Albim, que o apresentou num show no Paiol (bons tempos em aquele teatro existia artisticamente) e o fundador da primeira escola de samba do Brasil, a Deixa Falar (1929) integrou o júri do nosso carnaval de rua. Apesar de sofrendo já diversos problemas de saúde - especialmente dores nos pés, Ismael foi amabilíssimo e mostrou, inclusive uma nova composição para a época, "Contrastes", no qual, com a sabedoria popular, utilizava um curioso jogo de imagens pra filosofar sobre os contrastes da vida ("Existe muita tristeza na rua da alegria" e "muita desordem" na "da Harmonia" e só se encontra "fracasso no largo da Glória").
Pois são os sambas profundos, filosóficos - que tanto influenciaram a Chico Buarque (mais mesmo do que Noel Rosa), que foram reunidos no emocionante elepê "São Ismael Silva", produção artística de João de Aquino e Maurício Carrilho, e que como todos os discos da Funarte vem enriquecidos com os perfeitos textos de encarte do pesquisador Jairo Severiano. Para este elepê foram gravadas 16 de suas composições em parcerias com Francisco Alves, Noel Rosa e Nilton Bastos, interpretadas por dois intérpretes perfeitos: Jards Macalé, que sempre foi o seu maior admirador e a pernambucana Dalva Torres, mais um talento regional que Maurício Carrilho e Hermínio souberam buscar.
Com o lançamento do disco, a Funarte também coloca à venda o livro "São Ismael do Estácio - o sambista que foi rei", de Maria Thereza Soares, vencedor do concurso Lúcio Rangel de 1984, e que, pronto há meses, aguardava que o disco fosse concluído para poder ter maior significado em seu lançamento. Sobre a importância (nem sempre devidamente dada, mesmo por pessoas que julgam-se conhecedoras da MPB) de Ismael Silva, é bom lembrar a opinião de Vinícius de Moraes: "Era um dos três maiores sambistas cariocas de todos os tempos. É perfeita a maciez de sua linha melódica e seu samba adquire às vezes a suavidade do cantochão".
Ismael Silva, rei do Estácio, mestre do pagode e um dos fundadores da "Deixa Falar", foi uma estrela que subiu rápido, atingiu o auge e, de repente, se apagou. O destino fez do autor de "Se Você Jurar" (vencedora do carnaval de 1931) um homem amargurado. O ajuste de contas, com a Justiça, os desamores, as dificuldades financeiras e problemas de saúde aceleraram o processo que o levou a completa solidão - tão bem documentada por Adnor Pitanga no curta-metragem e a ele dedicado - e que no dia 11 estará sendo projetado na sala Funarte (junto com "Partido Alto", de Leon Hirzman, sobre a Candeia).
fonte:
http://www.millarch.org/artigo/homenagens-merecidas-sao-ismael-candeia
- Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Veiculo: Estado do Paraná
Caderno ou Suplemento: Almanaque
Coluna ou Seção: Tablóide
Página: 3
Data: 08/07/1988
Em 1974, Ismael Silva veio a Curitiba pela primeira e única vez. Quem o trouxe foi Ricardo Cravo Albim, que o apresentou num show no Paiol (bons tempos em aquele teatro existia artisticamente) e o fundador da primeira escola de samba do Brasil, a Deixa Falar (1929) integrou o júri do nosso carnaval de rua. Apesar de sofrendo já diversos problemas de saúde - especialmente dores nos pés, Ismael foi amabilíssimo e mostrou, inclusive uma nova composição para a época, "Contrastes", no qual, com a sabedoria popular, utilizava um curioso jogo de imagens pra filosofar sobre os contrastes da vida ("Existe muita tristeza na rua da alegria" e "muita desordem" na "da Harmonia" e só se encontra "fracasso no largo da Glória").
Pois são os sambas profundos, filosóficos - que tanto influenciaram a Chico Buarque (mais mesmo do que Noel Rosa), que foram reunidos no emocionante elepê "São Ismael Silva", produção artística de João de Aquino e Maurício Carrilho, e que como todos os discos da Funarte vem enriquecidos com os perfeitos textos de encarte do pesquisador Jairo Severiano. Para este elepê foram gravadas 16 de suas composições em parcerias com Francisco Alves, Noel Rosa e Nilton Bastos, interpretadas por dois intérpretes perfeitos: Jards Macalé, que sempre foi o seu maior admirador e a pernambucana Dalva Torres, mais um talento regional que Maurício Carrilho e Hermínio souberam buscar.
Com o lançamento do disco, a Funarte também coloca à venda o livro "São Ismael do Estácio - o sambista que foi rei", de Maria Thereza Soares, vencedor do concurso Lúcio Rangel de 1984, e que, pronto há meses, aguardava que o disco fosse concluído para poder ter maior significado em seu lançamento. Sobre a importância (nem sempre devidamente dada, mesmo por pessoas que julgam-se conhecedoras da MPB) de Ismael Silva, é bom lembrar a opinião de Vinícius de Moraes: "Era um dos três maiores sambistas cariocas de todos os tempos. É perfeita a maciez de sua linha melódica e seu samba adquire às vezes a suavidade do cantochão".
Ismael Silva, rei do Estácio, mestre do pagode e um dos fundadores da "Deixa Falar", foi uma estrela que subiu rápido, atingiu o auge e, de repente, se apagou. O destino fez do autor de "Se Você Jurar" (vencedora do carnaval de 1931) um homem amargurado. O ajuste de contas, com a Justiça, os desamores, as dificuldades financeiras e problemas de saúde aceleraram o processo que o levou a completa solidão - tão bem documentada por Adnor Pitanga no curta-metragem e a ele dedicado - e que no dia 11 estará sendo projetado na sala Funarte (junto com "Partido Alto", de Leon Hirzman, sobre a Candeia).
fonte:
http://www.millarch.org/artigo/homenagens-merecidas-sao-ismael-candeia
- Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Veiculo: Estado do Paraná
Caderno ou Suplemento: Almanaque
Coluna ou Seção: Tablóide
Página: 3
Data: 08/07/1988
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