Esta em extinção não. Transcrevo materia postada pela Eugenia Rodrigues da Agenda Samba-Choro que é texto da Roberta Martins que vale ficar registrada. Aproveite e veja os comentarios,comprovação que o Samba vai muito bem obrigado.
Por Eugênia Rodrigues - Publicada em 20 de Dezembro de 2010
Assunto: Outros
"Nosso samba ainda é na rua" é o nome do artigo escrito pela cientista social Roberta Martins no Boletim do Coletivo de Produção Cultural Aracy de Almeida. Em tempos de Choque de Ordem, é uma reflexão deveras pertinente.
"Nosso samba ainda é na rua"
Roberta Martins
´Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua/Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua´.
Chico Buarque
Peguei emprestado esse pequeno trecho de ‘Quem te viu, quem te vê’ , para começar a falar de samba que rola na rua. Por todo o Rio são muitas os locais onde se pode curtir um bom samba. Em casas de show, bares, clubes, teatros, lonas culturais, armazéns a até mesmo sedes de sindicato, são muitas as opções e possibilidades pra quem quer cantar e sambar por aí. Isso sem falar das Escolas de Samba, em cujas quadras, o baticum corre solto.
Mas, a cidade ferve também com as Rodas de Samba que acontecem por ruas e praças, e que expressam de certa maneira uma das mais genuínas formas de fazer samba carioca. Samba feito na rua, onde quem quiser pode chegar.
Observando por um aspecto muito particular, esse modo de realização cultural que acontece na via pública, pode ser visto como um modo de resistência cultural. Apesar de o samba estar muito bem no mercado cultural – Obrigado! – o encontro possibilitado por esse tipo específico de evento cria uma espécie de sistema próprio de afirmação da identidade popular e democrática da cultura do samba. E implicitamente rejeita os discursos que dão explicações de que o samba é um fenômeno, com a sobrevivência consentida e realizada apenas para o consumo.
Quando falo de esquinas e praças, estou na realidade falando de locais onde se dão relações sociais que não são mediadas pela lógica do consumo, a rua, a praça, a via pública são lugares de encontro entre pessoas, espaços relacionais.
Mas, essa prática vem de muito tempo. Lá pelo início do século passado a praça era o lugar do samba na cidade, o melhor exemplo, no caso do samba é da Praça Onze. Da casa de Tia Ciata, e para além do interior do espaço ‘privado’ de suas dependências, se tornou ponto de encontro dos moradores de vários morros, da população pobre e majoritariamente negra e acabou por confundir-se a existência da praça ao samba. Favorecendo a expansão da territorialidade cultural do samba, e disseminando as rodas de samba, blocos, cordões e posteriormente as Escolas de samba.
Lembrando o samba de Herivelto Martins e Grande Otelo, vê-se a comoção com o fim desse espaço do povo e do samba.
" Vão acabar com a Praça Onze
Não vai haver mais Escola de Samba, não vai
Chora o tamborim
Chora o morro inteiro
Favela, Salgueiro
Mangueira, Estação Primeira..."
Hoje o samba ainda rola na rua, não rivaliza, agrega, não esvazia casas onde se faz samba de maneira profissional, ao contrário, atrai cada vez mais admiradores ao samba. Em locais diversos espalhados pela cidade, e só para citar alguns: o Escravos da Mauá, as Rodas de Samba da Pedra do Sal, o Samba de domingo na Feira da Glória, o Samba da Rua do Ouvidor, Praça São Salvador... os ensaios de rua das Escolas de Samba..."
comentarios: http://www.samba-choro.com.br/noticias/25070
fonte: http://www.samba-choro.com.br/
Divulgar textos, histórias e personagens do Samba e Choro. Absorver e repassar experiencias, produções e causos vivenciados/relacionados com os dois generos. Divulgar o espaço Feitoria Cimples Ócio em Curitiba e outras plagas.
Mostrando postagens com marcador musica curiosidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador musica curiosidades. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
Samba e Choro - aniversariantes Julho




Segue lista:
1 - Wilson Batista - Campos - RJ - 1915 - dia 03 - dos maiores compositores de toda a história do samba.
2 - Anescarzinho do Salgueiro - (Anescar Pereira Filho) - Rio de Janeiro - 1929 - dia 04 - veja discografia e biografia: http://www.baixadafacil.com.br/conexaocarioca/releases/anescar.htm
3 - Joao Bosco - Ponte Nova - MG - 1946 - dia 13.
4 - Paulo Moura (foto) - São Jose do Rio Preto - SP - dia 15 - maestro, saxofonista, clarinetista e compositor. Veja mais: http://www.paulomoura.com/
5 - Noel Rosa de Oliveira - Rio de Janeiro- RJ - 1920 - dia 15 - compositor do Salgueiro.
6 - Elizeth Cardoso - Rio de Janeiro - RJ - 1920 - dia 16 - A Divina
7 - Luis Carlos da Vila - (foto) (Luiz Carlos Baptista) Rio de Janeiro - RJ - 1949 - Dia 21 - um dos grande nomes do samba - compositor muito criativo. Veja biografia: http://www.samba-choro.com.br/artistas/luizcarlosdavila
8 - Elton Medeiros - (foto) - 1930 - dia 22 - outro grande nome do samba, parceiro de Cartola e Paulinho da Viola.
9 - Nelson Sargento (Nelson Mattos) - Rio de Janeiro - RJ - 1924 - dia 25.
10- Marcos Sacramento - Niteroi - RJ - 1960 - dia 27 - cantor com bons discos. Veja mais:
11 - Nilze Carvalho - (foto) - Rio de Janeiro - RJ - 1969 - dia 28
12 - Mirabeau Pinheiro - Alegre - ES - 1924 - dia 31 - autor com Milton Sales da obra Fala, Mangueira.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Ritmo e ritmistas II - batidas bem diferentes

Alem destes textos vale a pena pesquisar as participações do Elton Medeiros com sua caixinha de fosforo em diversos discos de sambas.Também vale lembrar a frase que presenciei ao menos duas vezes do Camunguelo, pedindo atenção dos ritmistas no inicio de algum samba: "sem corrimento! Sem corrimento!".
O primeiro texto traz no final a relevancia da Velha Guarda da Portela, e mata saudades de Alberto Lonato, Argemiro, Cabelinho e Monarco e outros bambas.
Marcadores:
musica curiosidades,
sambas e sambistas historicos
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Samba/Choro aniversarios importantes - Outubro - Cimples Ócio datas
Em outubro temos aniversariantes de peso como Cartola, Nelson Cavaquinho e Silas de Oliveira, tres dos mais importantes composiores de samba: 1 - Claudio Jorge - 03/10/1949 - Rio/RJ - Violonista, arranjador.
2 - Silas de Oliveira - 04/10/1916- Silas de Oliveira Assunção, considerado o maior compositor de sambas-enredos de todos os tempos. falecido em 20/05/1972.
3 - Zé Kéti - 06/10/1921 no Rio, Jose Flores de Jesus, autor de Mascara Negra e Diz que fui por ai entre outros sucessos.
4 - Erasmo Silva - 07/10/1911 - Salvador/BA, cantor e compositor formando com Wilson Batista a dupla Verde e Amarelo.
5 - Marquinhos de Oswado Cruz - 10/10/1961, Rio/RJ. Marcos Sampaio de Alcântara. Um dos grandes responsaveis pelo sucesso do Pagode do Trem, dia 02 de Dezembro Dia Nacional do Samba.
5 - Marquinhos de Oswado Cruz - 10/10/1961, Rio/RJ. Marcos Sampaio de Alcântara. Um dos grandes responsaveis pelo sucesso do Pagode do Trem, dia 02 de Dezembro Dia Nacional do Samba.
6- Cartola - 11/10/1908 - Angenor de Oliveira - falecido em 30/11/1980
7- Marçal - 14/10/1903 - Armando Vieira Marçal - Rio/RJ., percussionista e compositor, principal parceiro de Alcebiades Barcelos. O Bide, faleceu em 20/06/1947.
8 - Dorina - 16/10/1964 - Rio/RJ - Adorina Guimarães Barros, 05 CDs gravados, interprete e batalhadora do samba e de sua carreira (blog dorina samba)
09- Chiquinha Gonzaga - 17/10/1847 - Rio/RJ, Francisca Edwiges Neves, compositora, pianista, e regente. Primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, em 1885. Morreu em 28/02/1935
10 - Vinicius de Moraes - 19/10/1913, Rio/RJ. Faleceu em 09/07/1980.
11 - Nelson Cavaquinho - 29/10/1911 - Nelson Antônio da Silva - ganhou o apelido aos dezoito anos, quando começou a compor choros. Foi companheiro de música e boemia de Carlos Cachaça, Cartola e Guilherme de Brito. Morreu em 18/02/1986.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Samba da vela historia (2007) Cimples Ocio Rituais

Fotos: Chapinha (de azul) animando a roda de samba e a vela sendo acesa.Estou postando uma outra descrição do Samba da Vela com informações e uma visão historica diferente:
" Há sete anos, em uma segunda-feira num bar em Santo Amaro, quatro amigos reunidos acendiam a primeira vela para iluminar a noite que caía no ritmo do samba.
Não sabiam que, naquele momento, davam início a uma verdadeira revolução cultural no bairro e na cidade de São Paulo. Foi assim que surgiu a Comunidade do Samba da Vela.
Eles se reúnem ainda às segundas-feiras, só que agora na Casa de Cultura de Santo Amaro, com cerca de 250 pessoas assistindo.
Sempre tem música e compositor novo na área. Além dos músicos, o espaço reúne também poetas, que declamam seus poemas, contos e crônicas entre uma canção e outra.
Ao invés de cerveja, bebem sopa no final da noite.
E a disposição das pessoas no local é em roda, como nos primórdios do surgimento do samba.
Para a Comunidade Samba da Vela “funcionar”, cerca de 25 pessoas, entre músicos, cozinheira, recepcionistas e amigos, trabalham na segunda-feira e quando mais precisar. Todos voluntários.
A vela que fica no meio da roda serve como um breque para o samba acabar. Enquanto a chama estiver acessa, vai ter música rolando. “Nos primeiros encontros ficávamos até de manhã e precisávamos de alguma coisa que nos fizesse parar. Pensamos em ampulheta, despertador, mas foi a vela que ficou”, explica José Marilton da Cruz, o Chapinha, um dos fundadores.
As cores que representam a Comunidade (Azul, Rosa e Branco) são também as cores das velas que, variando de mês em mês, se tornou uma forma de organizar as apresentações de compositores e canções inéditas.
No primeiro mês eles usam a vela rosa, que é o período de apresentação das músicas novas. No mês seguinte, é a vez da vela azul, para firmar as músicas entre os músicos e o público e por fim, a vela branca, que vem no terceiro mês para consagrar os sambas que irão entrar para o famoso “caderninho”, que contém as letras das músicas selecionadas, com o nome dos compositores, para o público acompanhar melhor os shows.
A vela virou o símbolo dessa rapaziada, que começou a se reunir primeiro com o intuito de fazer um samba de linhagem tradicional, passou a revelar bons compositores e com o tempo foi ganhando a aceitação da comunidade. Começou pelo bairro, Santo Amaro, e foi conquistando a região, a cidade e o respeito e admiração da classe artística.
Os fundadores Magno Sousá e Maurílio de Oliveira integram também o Quinteto em Branco e Preto e foi através do trabalho deste grupo que a sambista Beth Carvalho conheceu o Samba da Vela. Desde então, a cantora se auto-intitulou madrinha da Comunidade e ajudou a levar o projeto mais longe. “Tínhamos apenas três meses de existência e uma freqüência de, no máximo, 80 pessoas por noite. Depois que a Beth virou madrinha, a casa não fica com menos de 200 pessoas”, comemora Chapinha.
Hoje, depois do reconhecimento da comunidade, de artistas, de alguns veículos de comunicação, e, a partir deste aniversário, contando com a parceria com a IZZO Instrumentos Musicais, que passou a bancar os instrumentos do grupo, Chapinha lembra das muitas dificuldades que já passaram. “O grande problema é a falta de incentivo dos governantes. A cultura nesse país é largada às traças. A gente tem que fazer cultura na raça, matando dez leões por dia”, brinca.
Quanto à principal conquista, José Alfredo Gonçalves de Miranda, o Paqüera, também fundador da Comunidade Samba da Vela, é enfático: o respeito das pessoas da comunidade. “Faltava isso para a região e para o samba. Teve uma massificação [do ritmo], aquele ‘pagodinho’ e as pessoas se cansaram já daquela coisa melosa, pré-fabricada”, analisa.Samba de Comunidade
Fotos: Chapinha (de azul) animando a roda de samba e a vela sendo acesa.
Fotos: Chapinha (de azul) animando a roda de samba e a vela sendo acesa.
Na última segunda-feira (17/07/07), o Samba da Vela comemorou sete anos de existência. Entre os compositores participantes, estavam muitos sambistas de outras comunidades que fazem um trabalho parecido com o grupo de Santo Amaro.
O Pagode da 27 (Grajaú), Samba da Laje, do Cafofo, da Penha e representantes da escola de samba Vai-Vai mostraram que a causa pelo samba e pela cultura é maior que a vaidade de cada grupo.“A nossa relação com as outras comunidades é a melhor possível. Eu, por exemplo, sou padrinho do Samba da Laje, do Cafofo e do projeto da Vai-Vai. Estou sempre nas comunidades incentivando, é disso que eu gosto, não tem jeito”, conta Chapinha.
Durante a noite, a roda do Samba da Vela tocou músicas de outros grupos, comprovando que essa integração parece ser um movimento cultural que está brotando em São Paulo.Paqüera explicou que não é de hoje que grupos se reúnem para fazer samba próximo às comunidades, incentivando outras manifestações culturais e sociais em São Paulo. Segundo ele, de 1996 a 2000 foi realizado o Mutirão do Samba, no bairro da Barra Funda, na rua Barão de Campinas. “Isso inspirou muito o projeto ‘Nosso samba de Osasco’, que fazia esse tipo de trabalho na comunidade”. Nessa época, o Samba da Vela já estava engatinhando e Paqüera levou os três amigos para conhecerem e foi aí que começaram a estruturar melhor o que se tornaria a Comunidade Samba da Vela.
Quanto à harmonia existente entre os grupos, Paqüera acredita que não será por muito tempo. Aliás, acha até melhor. “A rivalidade musical é importante para a comunidade adquirir mais identidade e ficar ainda mais valorizada”.
Ele dá o exemplo das escolas de samba do Rio de Janeiro, como a Mangueira, Portela, Estácio de Sá, entre outras, que fizeram grandes sambas entre uma disputa e outra. “Mas na realidade a briga era para melhorar a qualidade do desfile, dos sambas, nunca para menosprezar o outro. Quando começarem a defender suas comunidades em uma disputa musical de qualidade, acho que a coisa vai crescer muito mais”, avalia.
“Sambar é a nossa vocação
Lutar pela nossa tradição
Enquanto houver sobre a mesa
Uma chama acessa
O samba se renovará
Essa é a nossa certeza”
(Paqüera)
Para ir além
Casa de Cultura de Santo Amaro – Praça Francisco Lopes, 434, Santo Amaro – Tel: (11) 5522-8897 – Toda segunda-feira, às 20h – Entrada gratuita (a casa aceita contribuição de R$ 2,00 para ajudar a custear a sopa).
São Paulo, 23/7/2007
Samba e choro - aniversario importantes fevereiro - Cimples Ócio datas

Mais uma leva de aniversariantes do mundo do samba e choro nascidos no mes de fevereiro.
1 - 01/02/1911 - Pedro Caetano - Bananal ( SP) - compositor - Pedro Walde Caetano - faleceu em 27/07/1992
2 - 02/02/1889 - Luis Peixoto - Niteroi (RJ) - parceiro de Ary Barroso "Na batucada da vida" - faleceu em 14/11/1973.
3 - 03/02/1914 - Hervê Cordovil - Viçosa (MG) - compositor/instrumentista
4 - 04/02/1959 - Zeca Pagodinho - Rio (RJ) - Jessé Gomes da Silva.
5 - 06/02/1910 - Jorge Veiga - Rio (RJ) - o "caricaturista do samba". Morreu em 29/06/1979.
6 - 06/02/1913 - Dona Zica - Rio (RJ) - faleceu em 22/01/2003.
7 - 06/02/1939 - Jair Rodrigues - Igarapava (SP) - Jair Rodrigues de Oliveira
8 - 07/02/1901 - Clmentina de Jesus - Valença (RJ) - Clementina de Jesus da Silva - faleceu aos 86 anos em 19/07/1987 (foto)
9 - 07/02/1928 - Jose Ramos Tinhorão - Santos (SP) - pesquisador e jornalista polêmico.
10 - 08/02/1921 - Roberto Paiva - Rio (RJ) - Helin Silveira Neves - cantor de sucesso com sambas nas decadas de 40/50, interprete de Wilson Batista e Geraldo Pereira.
11 - 09/02/1908 - Carmen Miranda - Marco de Canavezes (Portugal)- Maria do Carmo Miranda da Cunha.
12 - 12/02/1938 - Martinho da Vila - Duas Barras (RJ). Martinho Jose Ferreira.
13 - 12/02/1944 - Dominguinhos - Garanhuns (PE) - Jose Domingos de Morais
14 - 12/02/1966 - Luciane Menezes - Rio (RJ) - cantora, cavaquinista, ligada ao jongo e responsavel pelo seu ressurgimento na decada de 90.
15 - 14/02/1918 - Jacó do Bandolim - Rio (RJ) - Jacob Pick Bittencourt - faleceu em 13/08/1960.
16 - 15/02/1915 - Abel Ferreira - Coramandel (MG) - faleceu em 12/04/1980
17 - 19/02/1908 - Almirante - Rio (RJ) - Henrique Foreis Domingues - cantor/radialista. Faleceu em 21/12/1980
18 - 21/02/1928 - Severino Filho - Belém (PA) - arranjador/instrumentista - Severino de Araujo Silva Filho.
19 - 26/02/1944 - Déo Rian - Rio (RJ) - Déo Cesario Botelho
20- 27/02/1900 - Luis Americano - Aracaju (SE) - Luis Americano Rego - faleceu 29/03/1960.
21 - 28/02/1968 - Teresa Cristina
fontes: livro A canção no Tempo - Jairo Severiano e Zuza Homem de Melo - editoria 34, 1997 - acervo Anildo Guedes
- agenda musica brasileira 2005 - Texto Luis Pimentel - Myrrha Comunicação Ltda
pesquisa google
domingo, 11 de janeiro de 2009
Cimples Ócio - aniversarios importantes do mes de janeiro


Xango da Mangueira dia 19
Radames dia 271) Davi Nasser - 01/01/1917 - Jaú SP - letrista de muitas marchas e sambas
2) Guilherme de Brito - RJ - RJ - 03/01/1921 - obra prima "A flor e espinho"
- tive o privilégio de estar com ele alguns dias em Curitiba em 2002.
3) Carmen Costa - 05/01/1920
4) Zé da Zilda - RJ/RJ - 06/01/1908
5) Inauguração da loja Ao Bandolim de Ouro - 07/01/1929, a mais tradicional do ramo. Clientes: Waldir Azevedo, Pixinguinha e Paulinho da Viola.
6) Alcir Pires Vermelho - Ubá/MG - compositor: Canta Brasil, Tic-Tac do meu coração, Onde o céu é mais azul e Laura. Compos com Ary Barroso, Lamartine Babo w Walfrido Silva)
5) Lamartine Babo - RJ/RJ - 10/01/1904
2) Guilherme de Brito - RJ - RJ - 03/01/1921 - obra prima "A flor e espinho"
- tive o privilégio de estar com ele alguns dias em Curitiba em 2002.
3) Carmen Costa - 05/01/1920
4) Zé da Zilda - RJ/RJ - 06/01/1908
5) Inauguração da loja Ao Bandolim de Ouro - 07/01/1929, a mais tradicional do ramo. Clientes: Waldir Azevedo, Pixinguinha e Paulinho da Viola.
6) Alcir Pires Vermelho - Ubá/MG - compositor: Canta Brasil, Tic-Tac do meu coração, Onde o céu é mais azul e Laura. Compos com Ary Barroso, Lamartine Babo w Walfrido Silva)
5) Lamartine Babo - RJ/RJ - 10/01/1904
6) Osmar do Cavaco - 10/01/1931 - Caju / RJ/ RJ - Velha Guarda da Portela
7) Sérgio Natureza - RJ/RJ - 13/01/1947 - parceiro de Paulinho da Viola8) Dia do Compositor - 15 de janeiro
9) Xangô da Mangueira - RJ/RJ - 19/01/1923 - participou do meu aniversario de 2001 - grande ser humano - falecido recentemente.
10) K-Ximbinho - (Sebastião Barros) Taipu - RN - 20/01/1917 - instrumentista/compositor
11) Babaú da Mangueira - 23/01/191412) Tom Jobim (RJ - RJ) 25/01/1927
13) Radamés Gnatalli - (POA - RS) 27/01/1906
14) Jota Efegê - 27/01/1902 - pesquisador e jornalista, falecido em 1987.
15) Waldir Azevedo - RJ - RJ - 27/01/1923
16) Lúcio Alves -Cataguases - MG - 28/01/1925 - umas das belas vozes do Brasil
17) Roberto Martins - RJ/RJ - 29/01/1909 - autor de Beija-me (com Mario Rossi), Favela (com Waldemar Silva), Leva meu coração (com Mario Lago)
18) Herivelto Martins - Engenheiro Paulo Frontin / RJ - 29/01/1912
19) Miltinho - RJ - RJ - 31/01/1928 -
20) Ernesto Pires - compositor carioca - 31/01/1957
fontes: - agenda Música Brasileira 2005 (presente do Dr. Joao Carlos de Freitas) acervo Anildo Guedes
- A canção no tempo - 85 anos de músicas brasileiras - vol I: 1901-1957 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Melo -editora 34 - 1997 - acervo Anildo Guedes
- Choro - do quintal ao municipal - Henrique Cazes - editora 34 - 1998
acervo Anildo Guedes
7) Sérgio Natureza - RJ/RJ - 13/01/1947 - parceiro de Paulinho da Viola8) Dia do Compositor - 15 de janeiro
9) Xangô da Mangueira - RJ/RJ - 19/01/1923 - participou do meu aniversario de 2001 - grande ser humano - falecido recentemente.
10) K-Ximbinho - (Sebastião Barros) Taipu - RN - 20/01/1917 - instrumentista/compositor
11) Babaú da Mangueira - 23/01/191412) Tom Jobim (RJ - RJ) 25/01/1927
13) Radamés Gnatalli - (POA - RS) 27/01/1906
14) Jota Efegê - 27/01/1902 - pesquisador e jornalista, falecido em 1987.
15) Waldir Azevedo - RJ - RJ - 27/01/1923
16) Lúcio Alves -Cataguases - MG - 28/01/1925 - umas das belas vozes do Brasil
17) Roberto Martins - RJ/RJ - 29/01/1909 - autor de Beija-me (com Mario Rossi), Favela (com Waldemar Silva), Leva meu coração (com Mario Lago)
18) Herivelto Martins - Engenheiro Paulo Frontin / RJ - 29/01/1912
19) Miltinho - RJ - RJ - 31/01/1928 -
20) Ernesto Pires - compositor carioca - 31/01/1957
fontes: - agenda Música Brasileira 2005 (presente do Dr. Joao Carlos de Freitas) acervo Anildo Guedes
- A canção no tempo - 85 anos de músicas brasileiras - vol I: 1901-1957 - Jairo Severiano e Zuza Homem de Melo -editora 34 - 1997 - acervo Anildo Guedes
- Choro - do quintal ao municipal - Henrique Cazes - editora 34 - 1998
acervo Anildo Guedes
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Cimples Ócio - calangos, partido alto - livro 500 anos ..

Dia 01 de janeiro 2009 - estou cansado, 10 da noite, acabei de perder um texto de 40 linhas sobre um livro de choro e estava bonitinho. Como prometi a mim mesmo que iria postar algo, segue alguns trechos da introdução do livro, 500 anos:
"Este livro procura apresentar uma sintese de 500 anos de existência da música popular brasileira". . . . do povo, dos indios, dos negros, dos degredados, dos mestiços que verdadeiramente criaram o cateretê, o lundu, a modinha, o tango, o maxixe, a moda caipira, o jongo, o samba, forma sobre as quais os artistas de acesso à midia apoiaram sua arte. Os autenticos criadores ficaram relegados ao esquecimento ...
"Já que mencionamos generos, é bom revelar que também estes foram muitas vezes omitidos".
"Nas etiquetas dos discos de 78 rpm são usadas 54 denominações de sub-genero do samba. É certo que grande número delas é destituido de valor musicológico, como por exemplo: samba semi-filosfico, samba humoristico, samba brejeiro. Mas há um grupo grande de sub-generos perfeitamente caracterizados: samba-canção, samba de breque, samba-choro, samba-exaltação, partido alto, samba bossa nova, samba enredo, pagode (bossa nova, samba enredo e pagode não figuram nas etiquetas dos discos 78 rmp, pois entraram na música midiatica depois da extinção desse tipo de disco)... já que o samba é um elemento central da nosso música popular. Mas o mesmo acontece também, por certo em menor escala mas ainda assim surpreendente, com o genero só hoje consideravel: a música caipira ou sertaneja. Nela os especialistas distinguem, pelo menos: cateretês, cururus, síriris, modas de viola, toadas, lundus, baladas, congadas, folias de rei, calangos, fandangos, canas-verdes, guarânias, rancheiras, valseados, xotes, baiões, xaxados, forrós (19 sub-generos) e outros menos votados.
"Essas gravações serão dadas ao publico juntamente com o presente volume, de que são um complemento até certo ponto indispensavel.
(como comprei um livro numa roda de samba no Rio - não tenho os CD)
fonte: livro 500 anos de Musica Popular Brasileira - MIS / RJ 2001
acervo particular Anildo Guedes
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Cimples Ocio - Roda de bamba

Aproveito para postar texto do livro 500 anos da Musica Popular Brasileira que neste periodo de festas de fim de ano encaixam perfeitamente:
"Roda de bamba"
“Existe, no Brasil, um tipo de música da qual todos admitem gostar em determinadas, épocas do ano. Noutras, entretanto, não gostam, ou fingem que não. As razões, muito mais que estéticas, são sociais.
Falamos da musica produzida pelas camadas menos favorecidas da população do Rio de Janeiro. Gente como Carlos Cachaça, Ismael Silva, Cartola, Silas de Oliveira, Nelson Sargento, Ivone Lara, Monarco. Produtores de gêneros musicais consumidos com muito agrado por todos, desde que seja durante o carnaval, “a festa deles". No resto do ano, por ser identificada com favela, gente pobre, feia e negra, distante dos padrões ”glamourosos" perseguidos com ansiedade pelas classes média e alta nativas, essa música sofre uma profunda discriminação. Preferem outra, mais voltada para os padrões globalizados, de onde foi erradicada a marca de origem. De preferência, se a letra for em inglês.
Mas essa música é muito forte. Tão forte, que atravessa as barreiras da discriminação e está sempre presente, guerrilheira. Nesses especiais anos de virada do século XX para o XXI, então, podemos dizer que a música mestiça do Brasil atingiu um de seus momentos de maior exuberância nacional e, mesmo, internacional.
Por volta de 1930, o encontro do samba de morro com a música produzida na cidade (encontro do tipo Cartola com Noel Rosa) foi marca de enriquecimento para ambos os lados. A música de Noel, classificada como samba urbano, ganhou a necessária pitada de pimenta da Mangueira e renasceu mais brejeiro, conservando, contudo, o bom comportamento poético que o tornava palatável a todos os gostos. E o samba do morro ganhou gravata e sapato. Nessa tradição, chegamos a um Paulinho da Viola, a um Chico Buarque, campeões do “bom-mocismo". Pelos furos da peneira, acabavam passando, também, as Cordas de aço, de Cartola, a Primavera, de Sargento, Meu drama e Sonho meu, dos imperianos Silas e Ivone.
Impressionante que, por mais que se tente entender a lógica do gosto popular, isso jamais se torna possível. Senão vejamos: se Paulinho da Viola, como já se disse, foi aceito por mesclar a tradição africana ao apurado conhecimento melódico e harmônico (Paulinho é músico, fino instrumentista e lutier) e também á irrepreensível poesia, que razões levaram esse mesmo público a reverenciar o lirismo surpreende e guerrilheiro de Candeia, a ideologia de Martinho da Vila, a negritude pura de Nei Lopes e Wilson Moreira, a grandiloqüência barroca de Monarco, a orgulhosa malandragem de Zeca Pagodinho, a carioquice suburbuna de Dudu Nobre? Isso sem falar de Délcio Carvalho, Luis Carlos da Vila, Arlindo e Sombrinha, meu Deus Jorge Aragão!
Os pagodeiros de São Paulo, os sertanejos do centro-oeste, os mineiros dos clubes de todas as esquinas, os velhos e os novíssimos baianos, mestres do charme e da malemolência, os rastafaris maranhanses, loucos pela Jamaica, as tribos amazonenses garantindo os seus bois, os nordestinos em geral, o povo do sul, enfim, toda essa gente mais ou menos bronzeada ainda mostrando o seu valor há muito tempo abrindo o ouvido do Brasil e do mundo para o nosso som moreno. Mas esta terra é de samba, o samba é o nosso dom e são os ambistas que traduzem a síntese étnica da população desse país, discriminada e ativa, pobre e talentosa, “criloura”, como se diz na Mangueira. Os que estão aí há muito tempo, os que estão chegando e, mais ainda os que ainda vão surgir, sempre, continuando a compor essa roda que é bonita, porque tem a cara e a cor do Brasil.”
"Roda de bamba"
“Existe, no Brasil, um tipo de música da qual todos admitem gostar em determinadas, épocas do ano. Noutras, entretanto, não gostam, ou fingem que não. As razões, muito mais que estéticas, são sociais.
Falamos da musica produzida pelas camadas menos favorecidas da população do Rio de Janeiro. Gente como Carlos Cachaça, Ismael Silva, Cartola, Silas de Oliveira, Nelson Sargento, Ivone Lara, Monarco. Produtores de gêneros musicais consumidos com muito agrado por todos, desde que seja durante o carnaval, “a festa deles". No resto do ano, por ser identificada com favela, gente pobre, feia e negra, distante dos padrões ”glamourosos" perseguidos com ansiedade pelas classes média e alta nativas, essa música sofre uma profunda discriminação. Preferem outra, mais voltada para os padrões globalizados, de onde foi erradicada a marca de origem. De preferência, se a letra for em inglês.
Mas essa música é muito forte. Tão forte, que atravessa as barreiras da discriminação e está sempre presente, guerrilheira. Nesses especiais anos de virada do século XX para o XXI, então, podemos dizer que a música mestiça do Brasil atingiu um de seus momentos de maior exuberância nacional e, mesmo, internacional.
Por volta de 1930, o encontro do samba de morro com a música produzida na cidade (encontro do tipo Cartola com Noel Rosa) foi marca de enriquecimento para ambos os lados. A música de Noel, classificada como samba urbano, ganhou a necessária pitada de pimenta da Mangueira e renasceu mais brejeiro, conservando, contudo, o bom comportamento poético que o tornava palatável a todos os gostos. E o samba do morro ganhou gravata e sapato. Nessa tradição, chegamos a um Paulinho da Viola, a um Chico Buarque, campeões do “bom-mocismo". Pelos furos da peneira, acabavam passando, também, as Cordas de aço, de Cartola, a Primavera, de Sargento, Meu drama e Sonho meu, dos imperianos Silas e Ivone.
Impressionante que, por mais que se tente entender a lógica do gosto popular, isso jamais se torna possível. Senão vejamos: se Paulinho da Viola, como já se disse, foi aceito por mesclar a tradição africana ao apurado conhecimento melódico e harmônico (Paulinho é músico, fino instrumentista e lutier) e também á irrepreensível poesia, que razões levaram esse mesmo público a reverenciar o lirismo surpreende e guerrilheiro de Candeia, a ideologia de Martinho da Vila, a negritude pura de Nei Lopes e Wilson Moreira, a grandiloqüência barroca de Monarco, a orgulhosa malandragem de Zeca Pagodinho, a carioquice suburbuna de Dudu Nobre? Isso sem falar de Délcio Carvalho, Luis Carlos da Vila, Arlindo e Sombrinha, meu Deus Jorge Aragão!
Os pagodeiros de São Paulo, os sertanejos do centro-oeste, os mineiros dos clubes de todas as esquinas, os velhos e os novíssimos baianos, mestres do charme e da malemolência, os rastafaris maranhanses, loucos pela Jamaica, as tribos amazonenses garantindo os seus bois, os nordestinos em geral, o povo do sul, enfim, toda essa gente mais ou menos bronzeada ainda mostrando o seu valor há muito tempo abrindo o ouvido do Brasil e do mundo para o nosso som moreno. Mas esta terra é de samba, o samba é o nosso dom e são os ambistas que traduzem a síntese étnica da população desse país, discriminada e ativa, pobre e talentosa, “criloura”, como se diz na Mangueira. Os que estão aí há muito tempo, os que estão chegando e, mais ainda os que ainda vão surgir, sempre, continuando a compor essa roda que é bonita, porque tem a cara e a cor do Brasil.”
fonte: pag. 159, 160 e 161.
livro 500 anos, da muisca popular brasileira
Fundação Museu da Imagem e do som - RJ - 2001
acervo: Anildo Guedes
sábado, 1 de novembro de 2008
Arte no samba - Yara Teixeira - Curitiba
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Dicionario
Arrumando minhas tradicionais bagunças de papel, livros, etc. Acabei não resistindo e dando uma olhadela num "dicionario escolar ingles-português português-ingles" do ministerio de Educação e cultura, 1957 - direitos autorais exclusivos da Fename - Ministerio da Educação e Cultura - Rio de Janeiro - GB - Brasil - 6.a edição - Oswaldo Serpa - 700.000 exemplares - agosto, 1969 - Presidente da Republica Costa e Silva (mare chal) e Minstro da Educação e Cultura, Deputado Tarso Dutra.
- jongo, masc - a negro dance
- maxixe, masc - a gherkin; a Brasilian dance.
- candongueiro, masc - contrabandist; flatterer; intriguer.
- samba, masc - a lively dance of African origin.
- jongo, masc - a negro dance
- maxixe, masc - a gherkin; a Brasilian dance.
- candongueiro, masc - contrabandist; flatterer; intriguer.
- samba, masc - a lively dance of African origin.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
maxixes e carnaval anos 10
1914
Grande escandalo nacional: a esposa do presidente da republica, Nair de Teffé, num baile do Catete, toca ao violão o maxixe Corta jaca, de Chiquinha Gonzaga:
“ Ai!Ai! que bom cortar a jaca
Ai! Sim! Meu bem, ataca
Sem descansar.”
- João Foca e Bastos Tigre assim descrevem o maxixe :
”dança proibida pela policia e pelo cardeal”.
“O cavalheiro segura /
A cavalheira com jeito /
Pouco abaixo da cintura /
E vai chamando ela ao peito /
Ela, a cara, toda terna /
Gruda na cara do meço /
E depois, perna com perna /
Caem os dois no perereco.”
- o grande triunfo do caranaval é – pela primeira vez – o modinheiro Catulo da Paixão Cearense. Junto com João Pernambuco, Catulo alcança tal êxito, durante todo o ano de 1913,
que no carnaval não dá outra: de norte a sul, o povo exclama:
“Caboca de caxanga,
Minha caboca, vem cá.”
Fonte:
Darcy Ribeiro
livro "Aos Trancos e Barrancos - Como o Brasil deu no que deu"
– 2.a edição 1985
Grande escandalo nacional: a esposa do presidente da republica, Nair de Teffé, num baile do Catete, toca ao violão o maxixe Corta jaca, de Chiquinha Gonzaga:
“ Ai!Ai! que bom cortar a jaca
Ai! Sim! Meu bem, ataca
Sem descansar.”
- João Foca e Bastos Tigre assim descrevem o maxixe :
”dança proibida pela policia e pelo cardeal”.
“O cavalheiro segura /
A cavalheira com jeito /
Pouco abaixo da cintura /
E vai chamando ela ao peito /
Ela, a cara, toda terna /
Gruda na cara do meço /
E depois, perna com perna /
Caem os dois no perereco.”
- o grande triunfo do caranaval é – pela primeira vez – o modinheiro Catulo da Paixão Cearense. Junto com João Pernambuco, Catulo alcança tal êxito, durante todo o ano de 1913,
que no carnaval não dá outra: de norte a sul, o povo exclama:
“Caboca de caxanga,
Minha caboca, vem cá.”
Fonte:
Darcy Ribeiro
livro "Aos Trancos e Barrancos - Como o Brasil deu no que deu"
– 2.a edição 1985
sábado, 4 de outubro de 2008
Indicação / informações e audio "Berço do Samba"
Sitio que dá para espremer algumas coisas. Tem audio e boas informações. Esteve fora do ar um bom tempo.
:: Berço do Samba ::O melhor do samba no Brasil!
http://www.bercodosamba.com.br/
:: Berço do Samba ::O melhor do samba no Brasil!
http://www.bercodosamba.com.br/
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Semeadura e companhias "diga-me com quem andas ..."
Esta postagem é uma homenagem ao Elifas Andreatto, que fomentou umas das minhas paixões - as criações das capas dos vinis do Paulinho da Viola. Fez parte da criação de um dos melhores trabalhos sobre samba, a serie na Abril Cultural Historia da Musica Popular Brasileira. O texto não é de samba, mas vale a homenagem e é bem bonito.
Elifas, escrevendo sobre seu trabalho e vida, na contracapa de sua revista BRASIL - Almanaque de Cultura Popular
Novos velhos amigos
e uma árvore mãe
Ter nascido paranaense em 1946 talvez tenha a ver com minha preferência por anos pares. Nem todos os ímpares foram ruins. Só posso reclamar de um: 1975, ano em que assassinaram o jornalista e amigo Vladimir Herzog.
Mas os pares, sem dúvida, foram mais felizes.
Bento nasceu em 1976; Laura, em 1978. Foram o que de melhor aconteceu em minha vida. Em outro longínquo ano par reencontrei Cleide, minha companheira. Por falta de espaço, lembro apenas de mais um: 1970, quando fiz o projeto gráfico da revista Placar e fundei com ilustres companheiros, na Abril Cultural, a série de fascículos História da Música Popular Brasileira.
Este ano começou muito bem, com homenagens em calendários e agendas da Posigraf, seção especial com meus retratos de músicos na revista Gráfica - uma das mais conceituadas publicações do gênero -, um novo livro que sairá no fim do ano, e a abertura da minissérie Queridos Amigos, de Maria Adelaide Amaral, companheira de geração e de batalha contra as aflições impostas pelo regime militar.
Agora, vejo consagrado o prestígio deste ALMANAQuE, que junta-se aos parceiros paranaenses que estiveram conosco no passado e a outros igualmente solidários que voltam a apoiar o projeto, numa demonstração clara do apreço e respeito que têm pela publicação. Eles são cúmplices em nossa missão: o resgate e a difusão da memória brasileira e a propagação das boas histórias do País.
Na juventude, quando me via em más companhias, minha sábia mãe lembrava o dito repetido por meu avôl: "Diga-me com quem andas e eu te direi quem és” . Há pouco tempo, contei a dona Alzira que estava andando com ótimas companhias. Ela então suspirou aliviada, perguntou pelos nomes e me benzeu, como sempre fez nas ocasiões em que me viu contente.
Quando nos despedimos, ao abraçar-me, ela falou baixinho em meu ouvido: "Semente bem plantada, meu filho. Sempre dá bons frutos. Colha orgulhoso os frutos de sua semeadura". Já distante, quando me virei para um ultimo aceno, revi minha mãe, e ela pareceu uma pequena árvore com galhos balançando ao soprar do vento.
Elifas Andreatto
“Não há melhor espelho que um velho amigo”
Santo Agostinho
fonte: revista Brasil - Almanaque de Cultura Popular - ano 10 -nr: 111 - julho 2008
http://www.almanaquebrasil.com.br/
Elifas, escrevendo sobre seu trabalho e vida, na contracapa de sua revista BRASIL - Almanaque de Cultura Popular
Novos velhos amigos
e uma árvore mãe
Ter nascido paranaense em 1946 talvez tenha a ver com minha preferência por anos pares. Nem todos os ímpares foram ruins. Só posso reclamar de um: 1975, ano em que assassinaram o jornalista e amigo Vladimir Herzog.
Mas os pares, sem dúvida, foram mais felizes.
Bento nasceu em 1976; Laura, em 1978. Foram o que de melhor aconteceu em minha vida. Em outro longínquo ano par reencontrei Cleide, minha companheira. Por falta de espaço, lembro apenas de mais um: 1970, quando fiz o projeto gráfico da revista Placar e fundei com ilustres companheiros, na Abril Cultural, a série de fascículos História da Música Popular Brasileira.
Este ano começou muito bem, com homenagens em calendários e agendas da Posigraf, seção especial com meus retratos de músicos na revista Gráfica - uma das mais conceituadas publicações do gênero -, um novo livro que sairá no fim do ano, e a abertura da minissérie Queridos Amigos, de Maria Adelaide Amaral, companheira de geração e de batalha contra as aflições impostas pelo regime militar.
Agora, vejo consagrado o prestígio deste ALMANAQuE, que junta-se aos parceiros paranaenses que estiveram conosco no passado e a outros igualmente solidários que voltam a apoiar o projeto, numa demonstração clara do apreço e respeito que têm pela publicação. Eles são cúmplices em nossa missão: o resgate e a difusão da memória brasileira e a propagação das boas histórias do País.
Na juventude, quando me via em más companhias, minha sábia mãe lembrava o dito repetido por meu avôl: "Diga-me com quem andas e eu te direi quem és” . Há pouco tempo, contei a dona Alzira que estava andando com ótimas companhias. Ela então suspirou aliviada, perguntou pelos nomes e me benzeu, como sempre fez nas ocasiões em que me viu contente.
Quando nos despedimos, ao abraçar-me, ela falou baixinho em meu ouvido: "Semente bem plantada, meu filho. Sempre dá bons frutos. Colha orgulhoso os frutos de sua semeadura". Já distante, quando me virei para um ultimo aceno, revi minha mãe, e ela pareceu uma pequena árvore com galhos balançando ao soprar do vento.
Elifas Andreatto
“Não há melhor espelho que um velho amigo”
Santo Agostinho
fonte: revista Brasil - Almanaque de Cultura Popular - ano 10 -nr: 111 - julho 2008
http://www.almanaquebrasil.com.br/
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Rio, midia, carnaval e discos / 1902
Segue algumas informações de um dos livros do Darcy Ribeiro. Escolhi dois topicos de 1902, para voces pensarem sobre o termo pagode, mercantilização/popularização da música e racismo/preconceito no Brasil:
- Tragedia no carnaval: dois blocos carnavalescos rivais se defrontaram na Praia de Botafogo. Pancadaria grossa e dois mortos. Nos velórios - a imprensa horrorizada registra - muita bebedeira e muita pagodeira. Os foliões são enterrados ao som de uma marcha de Candinho, singela na letra mas alegrissima no ritmo:
"Que bela rosa
Que lindo jasmim
Eu vi o triunfo
Lá no meu jardim"
- Fred Figner começa a gravar discos com um repertorio de modinhas e lundus. Nos anos seguintes, gravaria e venderia milhões de discos de canções, hinos, poemas e discursos eloquëntissimos. O primeiro disco foi o lundu Isto É Bom, escrito pelo mulato Xisto Bahia e cantado pelo célebre Bahiano, mulato igualmente:
"O inverno é rigoroso
já dizia minha avó
Quem dorme junto tem frio
Quanto mais quem dorme só
Isto é bom, isto é bom
Isto é bom que dói ... "
fonte:
Livro - Aos trancos e barrancos - como o Brasil deu no que deu
Darcy Ribeiro - 2.a edição, 1985 - Editorra Guanabara
Materia sobre Blogs de samba por Andre Carvalho
Roubei mais uma materia do excelente Andre, no seu blog Couro do cabrito, aproveitem:
Blogs de Samba
Para escrever sobre blogs de samba eu preciso, antes, contar como nasceram os meus blogs de samba. Desde a época em que fiz um trabalho de conclusão de curso sobre samba de terreiro na faculdade, eu passei a pesquisar com afinco este ritmo quente. Passei, então, a publicar algumas coisas no Idéias de Improviso, que como o próprio nome diz, reúne textos diversos. Depois de algum tempo pensei que precisava fazer um blog exclusivo de samba.Surgiu este Couro do Cabrito. Aqui, coloco textos, sambas para ouvir, informações sobre discos, documentos históricos, vídeos e muito mais. Com o tempo, foi ganhando vida e, hoje, fico muito feliz quando comentam e elogiam seu conteúdo.
Pois bem, eu já tinha o Couro, mas queria postar discos de samba completos para o povo baixar. Eis que surgiu, então, o Prato e Faca. Passei a assinar Alvarenga do Morro do Chapelão neste novo blog e comecei a postar as brasas. Hoje o blog já conta com 120 álbuns. E sou bem chato no que diz respeito ao repertório: nada de Cacique de Ramos e derivados, nada de samba comercial e nada que, particularmente, eu não goste.Algum tempo depois, criei mais um blog, o Coisa da Antiga. Este aí é a menina dos meus olhos, apesar da freqüência de postagens não ser tão ágil. Explico por que gosto tanto dele: lá, eu disponibilizo fonogramas antigos, da época dos 78 rpm. Faço compilações de compositores desconhecidos e consagrados. Vibro quando vejo que uma porrada de gente já baixou os sambas do Caxiné, do Príncipe Pretinho, do Djalma Mafra...
Antes de criar estes blogs, entretanto, já fuçava na internet atrás de blogs de samba onde eu pudesse baixar bons discos. Primeiro conheci o Cápsula da Cultura, depois veio o Um Que Tenha e, mais tarde, o Loronix. São blogs com ótimos acervos: o Cápsula da Cultura disponibiliza discos de música popular brasileira difíceis de encontrar, assim como o Loronix, que só tem velharia. O Um Que Tenha põe até lançamento e por conta disso, tiveram um problema recentemente com a gravadora Biscoito Fino, que pediu para que eles tirassem do blog seus álbuns. O Fulano Sicrano, que assina o blog, atendeu prontamente.Além desses citados blogs que disponibilizam brasas, ainda temos o Toque Musical, o Abracadabra e outros baús de tesouros perdidos pela rede.Blogs com muita informação sobre sambaÉ importante ressaltar que, além desses blogs que disponibilizam discos, também existem blogs de samba com muita informação e histórias do samba. Desses todos, o que eu mais gosto é o Terreiro Grande, tocado pelo Renato Martins e pelo Ricardo Brigante. Lá podemos escutar várias raridades, ler muita coisa interessante e aprender cada vez mais sobre os antigos compositores do nosso samba.
No mesmo estilo deste blog, recentemente surgiu o Samba de Terreiro de Mauá, com informações sobre antigos bambas e algumas músicas para baixar. Preciso ainda citar os ótimos Em Nome do Samba, o Só Candeia, além do Vermute com Amendoim, que possui uma boa equipe de estudantes de jornalismo/ amantes do samba que atualizam o blog constantemente.A dica é explorar todos estes blogs e, a partir deles, conhecer novos sítios.
Com certeza tem muito mais coisa que não citei aqui. Segue a lista dos links:
Prato e Faca
Coisa da Antiga
Terreiro Grande
Cápsula da Cultura
Um Que Tenha
Loronix
Toque Musical
Abracadabra
Samba de Terreiro de Mauá
Vemute com Amendoim
Em Nome do Samba
Só Candeia
Postado por André Carvalho
fonte: Blog Couro do Cabrito
Blogs de Samba
Para escrever sobre blogs de samba eu preciso, antes, contar como nasceram os meus blogs de samba. Desde a época em que fiz um trabalho de conclusão de curso sobre samba de terreiro na faculdade, eu passei a pesquisar com afinco este ritmo quente. Passei, então, a publicar algumas coisas no Idéias de Improviso, que como o próprio nome diz, reúne textos diversos. Depois de algum tempo pensei que precisava fazer um blog exclusivo de samba.Surgiu este Couro do Cabrito. Aqui, coloco textos, sambas para ouvir, informações sobre discos, documentos históricos, vídeos e muito mais. Com o tempo, foi ganhando vida e, hoje, fico muito feliz quando comentam e elogiam seu conteúdo.
Pois bem, eu já tinha o Couro, mas queria postar discos de samba completos para o povo baixar. Eis que surgiu, então, o Prato e Faca. Passei a assinar Alvarenga do Morro do Chapelão neste novo blog e comecei a postar as brasas. Hoje o blog já conta com 120 álbuns. E sou bem chato no que diz respeito ao repertório: nada de Cacique de Ramos e derivados, nada de samba comercial e nada que, particularmente, eu não goste.Algum tempo depois, criei mais um blog, o Coisa da Antiga. Este aí é a menina dos meus olhos, apesar da freqüência de postagens não ser tão ágil. Explico por que gosto tanto dele: lá, eu disponibilizo fonogramas antigos, da época dos 78 rpm. Faço compilações de compositores desconhecidos e consagrados. Vibro quando vejo que uma porrada de gente já baixou os sambas do Caxiné, do Príncipe Pretinho, do Djalma Mafra...
Antes de criar estes blogs, entretanto, já fuçava na internet atrás de blogs de samba onde eu pudesse baixar bons discos. Primeiro conheci o Cápsula da Cultura, depois veio o Um Que Tenha e, mais tarde, o Loronix. São blogs com ótimos acervos: o Cápsula da Cultura disponibiliza discos de música popular brasileira difíceis de encontrar, assim como o Loronix, que só tem velharia. O Um Que Tenha põe até lançamento e por conta disso, tiveram um problema recentemente com a gravadora Biscoito Fino, que pediu para que eles tirassem do blog seus álbuns. O Fulano Sicrano, que assina o blog, atendeu prontamente.Além desses citados blogs que disponibilizam brasas, ainda temos o Toque Musical, o Abracadabra e outros baús de tesouros perdidos pela rede.Blogs com muita informação sobre sambaÉ importante ressaltar que, além desses blogs que disponibilizam discos, também existem blogs de samba com muita informação e histórias do samba. Desses todos, o que eu mais gosto é o Terreiro Grande, tocado pelo Renato Martins e pelo Ricardo Brigante. Lá podemos escutar várias raridades, ler muita coisa interessante e aprender cada vez mais sobre os antigos compositores do nosso samba.
No mesmo estilo deste blog, recentemente surgiu o Samba de Terreiro de Mauá, com informações sobre antigos bambas e algumas músicas para baixar. Preciso ainda citar os ótimos Em Nome do Samba, o Só Candeia, além do Vermute com Amendoim, que possui uma boa equipe de estudantes de jornalismo/ amantes do samba que atualizam o blog constantemente.A dica é explorar todos estes blogs e, a partir deles, conhecer novos sítios.
Com certeza tem muito mais coisa que não citei aqui. Segue a lista dos links:
Prato e Faca
Coisa da Antiga
Terreiro Grande
Cápsula da Cultura
Um Que Tenha
Loronix
Toque Musical
Abracadabra
Samba de Terreiro de Mauá
Vemute com Amendoim
Em Nome do Samba
Só Candeia
Postado por André Carvalho
fonte: Blog Couro do Cabrito
Blog Couro do Cabrito - indicação
- mais uma indicação para melhorarmos nossso uso da internet.
O Couro do Cabrito
Do couro do cabrito, do boi, do bode, do gato é que o bom mulato faz samba. Jacarandá, massaranduba, embaúba, pinho e aço, mas sem embaraço, vai logo pra debaixo do braço de algum tocador. Com algum tira-gosto, cerveja e cachaça, a graça no rosto de todos se espalha... Com a palha na cabeça, mas por favor, não se esqueça: o samba é de todos!
fonte: Andre Carvalho - Blog Couro do Cabrito
Andre Carvalho:
Quem é?
"Eu sou um apaixonado pelo samba. A relação que tenho com o samba é amor incondiconal, sou um batalhador pela valorização e resgate do samba autêntico. Ele faz tanto por mim, que me sinto na obrigação de retribuir toda essa gratidão a ele.Esse espaço é um espaço de resistência cultural. Resiste à massificação da cultura, resiste à pasteurização da cultura, resiste ao que é mediocremente imposto ao nosso povo. O samba, expressão mais pura e autêntica de nossa música popular ainda padece pela indiferença. Mas aqui não!!Sou autor (em parceria com o jornalista Iuri Ribeiro) do livro “Pagodeando – um mergulho no samba de terreiro”, ainda sem edição, além de ser o idealizador e articulador dos blogues de resistência cultural e difusão de samba bom Prato e Faca e Coisa da Antiga.Sou jornalista, sambista, compositor, e, além do Couro do Cabrito, também escrevo nos blogues Idéias de Improviso, Gorducha no Barbante e Conteúdo Coletivo."
E-mail para contato
carvalhoandre@gmail.com
O Couro do Cabrito
Do couro do cabrito, do boi, do bode, do gato é que o bom mulato faz samba. Jacarandá, massaranduba, embaúba, pinho e aço, mas sem embaraço, vai logo pra debaixo do braço de algum tocador. Com algum tira-gosto, cerveja e cachaça, a graça no rosto de todos se espalha... Com a palha na cabeça, mas por favor, não se esqueça: o samba é de todos!
fonte: Andre Carvalho - Blog Couro do Cabrito
Andre Carvalho:
Quem é?
"Eu sou um apaixonado pelo samba. A relação que tenho com o samba é amor incondiconal, sou um batalhador pela valorização e resgate do samba autêntico. Ele faz tanto por mim, que me sinto na obrigação de retribuir toda essa gratidão a ele.Esse espaço é um espaço de resistência cultural. Resiste à massificação da cultura, resiste à pasteurização da cultura, resiste ao que é mediocremente imposto ao nosso povo. O samba, expressão mais pura e autêntica de nossa música popular ainda padece pela indiferença. Mas aqui não!!Sou autor (em parceria com o jornalista Iuri Ribeiro) do livro “Pagodeando – um mergulho no samba de terreiro”, ainda sem edição, além de ser o idealizador e articulador dos blogues de resistência cultural e difusão de samba bom Prato e Faca e Coisa da Antiga.Sou jornalista, sambista, compositor, e, além do Couro do Cabrito, também escrevo nos blogues Idéias de Improviso, Gorducha no Barbante e Conteúdo Coletivo."
E-mail para contato
carvalhoandre@gmail.com
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Altamiro Carrilho
E arrematou, bem humorado, numa definição de seu trajeto luminoso de sumidade auto lapidada: “Diploma não toca”.
(texto de Tárik de Souza - citando um comentario de Altamiro num dos trechos onde relata a trajetoria do flautista)
(texto de Tárik de Souza - citando um comentario de Altamiro num dos trechos onde relata a trajetoria do flautista)
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Manifestação musical - obra / artista / ouvinte ...
segundo Mario de Andrade (1893-1945):
- separei alguns trechos para nossa reflexão:
"Pode-se dizer que a manifestação musical é uma fusão de quatro entidades distintas: o criador, a obra-de-arte, o interprete e o ouvinte"
trecho fusão social pela manisfestação musical:
" O que leva o homem a criar artisticamente é principalmente o que caracterizei atras como o desejo de amigo, a comunicação com os semelhantes".
e num outro sobre o Criador:
"É um erro se imaginar que das tres entidades subjetivas que enumerei, o interprete e o ouvinte sao entidades subalternas".
sobre interprete:
" O interprete revela a obra do musico. Sujeita-se pois inicialmente a uma passividade absoluta que o leva à compreeesão da obra e do criador. "
e ouvinte:
O ouvinte se acostuma a uma determinada manifestação de arte e por critica, nunca por prazer estético, se recusa a gozar com outras manifestações artisticas que diferem dessa forma admitida. Ou mesmo imagina gostar só porque as novas manifestações se aproximam dessas formas admitidas. São as modas. ... Só é realmente digno do nome de ouvinte aquele que livre de todos os preconceitos, ignorando todos os ídolos, se conserva naquela exata atitude de contemplação passiva que lhe permite gozar e amar."
Conclusão:
"Eis a manifestação artistica musical tal qual se realiza objetivamente. É uma mensagem de amor que o criador envia a que o interprete dá da sua vida pessoal para que o ouvinte compreenda um desejo de amigo. Compreende. Se a obra-de-arte é bela o ouvinte aceita o amigo que se oferece e lhe corresponde o amor. Cabe ao ouvinte aceitar ou recusar esse amor. Se souber realmente ser ouvinte é certo que amará mais que odiará. O amor é tão fácil! ...
Fonte: livro - Mario de Andrade - Introdução à estetica musical (Hucitec - SP, 1995)
- separei alguns trechos para nossa reflexão:
"Pode-se dizer que a manifestação musical é uma fusão de quatro entidades distintas: o criador, a obra-de-arte, o interprete e o ouvinte"
trecho fusão social pela manisfestação musical:
" O que leva o homem a criar artisticamente é principalmente o que caracterizei atras como o desejo de amigo, a comunicação com os semelhantes".
e num outro sobre o Criador:
"É um erro se imaginar que das tres entidades subjetivas que enumerei, o interprete e o ouvinte sao entidades subalternas".
sobre interprete:
" O interprete revela a obra do musico. Sujeita-se pois inicialmente a uma passividade absoluta que o leva à compreeesão da obra e do criador. "
e ouvinte:
O ouvinte se acostuma a uma determinada manifestação de arte e por critica, nunca por prazer estético, se recusa a gozar com outras manifestações artisticas que diferem dessa forma admitida. Ou mesmo imagina gostar só porque as novas manifestações se aproximam dessas formas admitidas. São as modas. ... Só é realmente digno do nome de ouvinte aquele que livre de todos os preconceitos, ignorando todos os ídolos, se conserva naquela exata atitude de contemplação passiva que lhe permite gozar e amar."
Conclusão:
"Eis a manifestação artistica musical tal qual se realiza objetivamente. É uma mensagem de amor que o criador envia a que o interprete dá da sua vida pessoal para que o ouvinte compreenda um desejo de amigo. Compreende. Se a obra-de-arte é bela o ouvinte aceita o amigo que se oferece e lhe corresponde o amor. Cabe ao ouvinte aceitar ou recusar esse amor. Se souber realmente ser ouvinte é certo que amará mais que odiará. O amor é tão fácil! ...
Fonte: livro - Mario de Andrade - Introdução à estetica musical (Hucitec - SP, 1995)
Assinar:
Postagens (Atom)







