segunda-feira, 25 de julho de 2011

Pixinguinha - homenagem em Cordel


É longo mas creio que vale ficar registrada a homenagem. 
 
Cordel para Pixinguinha
Autor: Gustavo Dourado

Alfredo da Rocha Viana Filho
Eterno Compositor
Nasceu lá na Piedade
Menino bom de valor
De apelido Pizindim
Instrumentista arranjador...
Pizindim mais Bexiguinha
Novo nome originou
Nosso Mestre Pixinguinha
Ao mundo se revelou
Da infância no Catumbi
O bamba se originou...

Alfredo era seu pai
Do Choro, apreciador
Funcionário dos telégrafos
Artista e trabalhador...
Pixinguinha aprendeu flauta
Com o pai, bom tocador...
Pixinguinha conviveu
Com artistas populares
CandinhoTrombone,Pinguça
Entre tantos outros pares
Com Irineu de Almeida
Musicava pelos ares...

Mestre Bernardes ensinou
Influiu na educação
Mestre Quincas Laranjeiras
Influenciou a formação
O menino Pixinguinha:
Artista em transformação...
Piedade - Catumbi
Lá no Rio de Janeiro
Pela Rua Miguel Paiva
Cavaquinho seresteiro
Aprendeu primeiras letras
Pra ser grande por inteiro...

Bem novo já trabalhava
O pai a acompanhar
Na flauta e no cavaquinho,
Nas festas sempre a tocar
Com César Borges Leitão
Aprende música elementar...
No Liceu Santa Teresa
Pixinguinha estudou
No Mosteiro de São Bento
Também se aperfeiçoou
Com o seu pai Alfredo
Na flauta se iniciou...

Na Rua Vista Alegre
Morou em um casarão
De nome Pensão Viana
De hospitaleira tradição
O menino Pixinguinha
Em fase de transmutação...
Ganhou uma flauta do pai
Da Europa, importada
Custou 600 mil réis
Marco na sua jornada
O Instrumento musical
Deu início à caminhada...

Ao Grupo Choro Carioca
Pixinguinha pertenceu
Filhas da Jardineira,
Do diretor Irineu,
Desfiles de carnaval
Pixinguinha empreendeu...
Polca Nhônhô em Sarilho
Salve a Princesa de Cristal
São João debaixo D'água
E música de carnaval
Nininha e Dainéia,
Do mestre fenomenal...

Qualquer Coisa, o Morcego,
Parcerias com Irineu,
O Choro Lata de Leite,
Pixinguinha concebeu,
Ainda de calça curta,
Pixinguinha aconteceu...
Em Mil Novecentos e doze
Atuou no carnaval
Paladinos Japoneses
Pixinguinha musical
No La Concha com o Pádua
Tornou-se profissional...

Seis mil-réis por noite
Ganhava para tocar
Casa de chope da Lapa
Samba e mesa de bar
Era apenas um garoto
E já era bem popular...
Apresentou-se em cabarés
Pelo turbilhão da Lapa
Em O Ponto e no ABC,
Rolava amor e até tapa
Lá no Rio de Janeiro
Bem no coração do mapa...

Para a Casa Faulhaber
Diversos discos gravou
Na Favorite Records
Jovem se prenunciou
O futuro grande mestre
Por lá se iniciou...
Tocava em todo canto
Não escolhia lugar,
Festa, baile e quermesses,
De caráter popular,
Pixinguinha, Pixinguinha,
Carinhoso a preparar...

Cine -Teatro Rio Branco
Na orquestra foi tocar
Por Tute foi convidado
Para a música expressar
Pixinguinha bem precoce
Adolescente a musicar...
Na peça Chegou o Neves
Pra tocar foi convidado
Houve certa relutância
Mas depois foi contratado
Todo mundo aplaudia
Seu improviso floreado...

Extrapolava a partitura
No Repente, bem ao vivo,
De improviso inventava
Com seu gênio criativo
Solista e compositor
Multiinstrumentista altivo...
O Grupo Choro Carioca
Era bem requisitado
China e Léo no violão
No cavaquinho ao lado,
Bem tocado por Henrique,
Com Pixinguinha no tablado...

Com o tango Dominante
Na Odeon estreou
Mil Novecentos e Dezesseis
Pixinguinha bem gravou
No Bloco dos Parafusos
Todo mundo apreciou...
Com o Grupo Caxangá
Musicava o carnaval
Na Rio Branco desfilava
No conjunto instrumental
João Pernambuco a frente
Em desfile sem igual...

Executava toadas
Samba à cateretê
De tudo lá se tocava
Autêntico caxinguelê
Maxixe e sapateado
Xote no Catinguelê...
Pixinguinha Chico Dunga
No grupo era conhecido
Compunha para o conjunto
Pra lá de sol sustenido
Transcendia o dó ré mi
Criador sempre atrevido...

Vaga-lume sorrindo
Apresentou no carnaval,
No Ano de Dezessete
Uma polca genial
O JB publicou
O evento magistral...
O Grupo do Pixinguinha
Fez samba e maxixeou
Criou Morro da Favela
Morro do Pinto gerou
Gravado pela Odeon
Que o trabalho divulgou...

Surge o Choro Pixinguinha
Que gravou a valsa Rosa
Tango Sofre porque queres
Bom de ritmo e de glosa
Pixinguinha talentoso
De carreira virtuosa...
No Cinema Palais,
Na orquestra atuava
Animava o ambiente
Enquanto se projetava
Pixinguinha criativo
À platéia animava...

Sinhô no samba, perguntou...
Quem são eles?
Pixinguinha respondeu
Já te digo(com China),
O sucesso empreendeu
Explodiu no carnaval:
Em Dezenove se deu...
O Grupo do Pixinguinha
Tinha flauta e violão
Bandola e reco-reco
Piano, improvisação
Cavaquinho e bandolim
E ganzá na percussão...

No violão, Mestre Donga
Jacó a bater pandeiro
China no vocal, piano
Samba-canção batuqueiro,
Pistom, sax, clarinete,
Fox-trot brasileiro...
Caxangá; Oito Batutas
Grande popularidade,
Seis meses em Paris
Na boate Schéhérazade
Exibições na Argentina,
Em ritmo de Brasilidade...

Pixinguinah instrumentista,
Regente e arranjador,
Incomparável no sax
Na flauta, gênio criador
Tocou choro, tango, valsa,
E Sambas de grande valor...
Tocou no Café Assírio
No Teatro Municipal
Cine Palais e Rialto
Em conjunto musical
Orquestrador de primeira
Mestre do intrumental...

Trouxe sax de Paris
Para o Rio de Janeiro
Nos estilo do Jazz-bands
Em um padrão brasileiro
Misturou diversos ritmos:
Alquimista verdadeiro...
Estrela de Companhia
De Pixinguinha, paixão
Era Jandira Aymoré
Seu nome de criação
Sua Albertina da Rocha
Conquistou seu coração...

Companhia Negra de Revista
Lá conheceu Albertina,
Sua musa companheira
Escursionou à Argentina
Buenos Aires - Mendoza
E na Córdoba Platina...
Orquestra Pixinguinha-Donga
Na Parlophon, gravação
Samba com Lamartine
Mulher Boêmia, canção
Vem, Meu Bem com Paulo Santos
Belíssima composição...

Mis Tristezas Solo Lloro
Fraternidad, Os Teus Beijos
Samba-choro Carinhoso
Para além dos realejos
Instrumental de primeira
Notas, tons e mil solfejos...
Samba de Nego;Ai, Eu Queria
Com Vidraça cai no samba
Francisco Alves encanta
Como intérprete e bamba
Promessa e Ciúmes
Sinfonia do Caramba...

Parceiro de Henrique Chaves
E de Henrique Barbosa,
Liderou Oito Batutas
E musicou Noel Rosa
Vejo Amanhecer; Filosofia
Para além de verso e prosa...
Eu Não Sou Arara(Donga)...
Elaborou Pé de Mulata
Pixinguinha criativo
Boa poesia retrata
Maestro - Compositor
Samba além da Toccata...

Arranjador exclusivo
Pela Victor contratado
Regravação de Carinhoso
Grande sucesso relançado
Pixinguinha Nota Mil
Pelo nosso povo...amado...
Choro: Agüenta, Seu Fulgêncio;
O Urubu e o Gavião
Fez também: Segura Ele
Com talento e emoção
Ponto alto da carreira
Clareza de execução...

Mestre do Improviso
Na criação musical
Vem Cá! Não Vou!
Urubatã...Carnaval
Choro - samba e tango
Pixinguinha genial...
Elaborou Foi Muamba
Arte de compositor
Lançado por Breno Ferreira
Depois fez: Página de Dor
Gravado por Orlando Silva
Nosso magistral Cantor...

Grupo da Guarda Velha
Regente e arranjador
Nata de instrumentistas
Mestres de grande valor
Atuou como flautista
Maestro e Compositor...
No trombone, Vantuil
Donga: banjo e violão
João da Baiana no pandeiro,
No sax, Jonas Aragão,
Chico e Luís Americano,
Na clarineta, o outro João...

Osvaldo Viana no afoxê
Tute, rei do violão
Tio Faustino no omelê
Grupo de alta produção
Bonfiglio e Wanderley
No pistom, com inspiração...
José Alves no contrabaixo
Músico de primeiro plano
No cavaquinho ritmado...
Mestre Elísio no piano
Vidraça no chocalho,
Sacudia o desengano...

Na bateria de bom ritmo
Valfrido e Benedito
Samba de Partido-Alto
Expressão boa do rito
Pixinguinha na regência
Transformou-se em um mito...
Patrão, Prenda seu Gado
Com Donga e João da Baiana
Uma chula bem raiada,
Pra sacudir a cigana
Ha! Hu! Iahô!
Grito gingado da mana...

Gravaram vários discos:
Mário Reis, Carmen Miranda
Grande cantores da época
Nos terreiros de Aruanda
Sílvio Caldas na canção
E saravá, lá na Umbanda...
Orquestra Diabos do Céu,
Da Guarda, prolongamento,
Acompanhou Carmen Miranda
Em ritmo e movimento
Assis Valente...ETC...
No sabor do sentimento...

Na Orquestra Columbia
Maestro e arranjador
Acompanhou Mário Reis
Com Noel, compositor
Parceria com André Filho,
Me recordo de Senhor...
Noel Rosa em destaque,
Em Vejo Amanhecer
Filosofia no samba
Para a gente apreender
Pixinguinha com Noel
Transcendência ao nosso Ser...

Moreira da Silva cantou
Pra multidão...Implorar...
Mestre Kid Morengueira
Germano, Pepe e Gaspar,
Devia Ser Condenada,
De Valfrido e Valdemar...
Fiscal da Limpeza Urbana
Foi nomeado funcionário...
Grande atuação no Rádio
Melhoria no salário
Teatro Cassino em Copa:
Saudade do tempo áureo...

Passou por várias emissoras
No Rádio, com intensidade
Gravação de Carinhoso
Na Victor, uma nova idade
A letra de João de Barro
Deu asas à saudade...
Orlando Silva interpretou
A música com perfeição
Sucesso extraordinário
Carinhoso é explosão
Cantarolada pelo Povo
Consagrada na Nação...

Surge Cinco Companheiros
Com Tute no violão
Na Rádio Mayrink Veiga
Ótima apresentação
E no dancing Eldorado
Instrumental criação...
A bordo do Uruguai,
Com artistas populares,
Jararaca e Cartola
Samba para além dos ares
Luís Americano e Donga
E Zé da Zilda com seus pares...

Leopold Stokowski
Fez visita ao Brasil,
Convite de Villa-Lobos,
Grande mestre varonil,
No pier da Praça Mauá
Música pra lá de mil...
Native Brazilian Music
Gravação de Zé Barbino
Dueto com Jararaca
Artista de traço fino
Pra americano ouvir
Som de nível cristalino...

Deixa a flauta de lado
Assume o sax-tenor
Com Benedito Lacerda
Hoemenagem ao jogador
Arthur Friedenreich
Sensacional goleador...
Grava o choro Um a Zero
Com Benedito, parceria
Sofres porque queres
Ritmo com boa Poesia
Ainda me recordo, bem
O ritmo da harmonia...

O Gato e o Canário,
Urubatã: bem sedutor
As Proezas de Solon
Ingênuo, mas com Amor
Os Oito Batutas da Música
Descendo a serra, sem dor...
Bem devagar e sempre
Pixinguinha no batente
Deu parceria a Benedito
Divulgador consistente
A união de resultado
Com sucesso pela frente...

Início dos Anos 50
Bolero e samba-canção
Ganham popularidade
E conquistam a multidão
Pixinguinha se recolhe
Em fase de meditação...
Retorna em 54
Com o amigo Almirante
Festival da Velha Guarda
Em São Paulo, triunfante
Encontra velhos amigos
Toca a música, radiante...

Em maio de 56,
Homenagem de Negrão
Pixinguinha vira Rua
Vai à inauguração
Celebrado em Olaria
Fica grato o coração...
Na Orquestra Pixinguinha
Músicas de Carnaval
Marchinhas de João de Barro
Alberto Ribeiro e tal
Polca, maxixe e choro
Assim é que é...legal...

Carnaval de Nássara
Pixinguinha em ação
LP Cinco Companheiros
Faz a rememoração
Carnaval dos tempos bons
Em ritmo de animação...
Trilha sonora de filme
Com Vinícius, parceria
Filme de Alex Viany
Sol sobre a lama...reluzia
Vinícius musica Lamento
Com expressiva Poesia...

Ano de 64
Pixinguinha internado
Acometido de enfarte
Logo é hospitalizado
20 dias de repouso
Pra ficar recuperado...
Faz várias composições;
No Elevador; Solidão;
Mais Três Dias; Vou pra Casa;
Fala Baixinho, meu coração
Na Harmonia das Flores,
Sinfonia da Emoção...

Hermínio Belo de Carvalho
É o seu novo parceiro...
Isso é que é viver,
Salve o povo batuqueiro...
Isto não se faz, viu...
Viva o samba no terreiro...
Outubro de 66
Ao MIS faz depoimento
Fala baixinho no FIC
Expressão do sentimento
Homenagem à enfermeira
Que fez o seu tratamento...

II FIC - TV GLOBO,
Ganha interpretação
De Ademilde Fonseca
Pra bela composição
Fala Baixinho ecoa
No Festival da Canção...
Em abril de 68
No MIS ganha exposição
70 anos de idade
Festa em comemoração
Celebridade da música
Pixinguinha é coração...

LP Gente da Antiga
Por Hermano produzido
João da Baiana e Clementina
Importante acontecido
No depoimento ao MIS:
O Gênio é reconhecido...
Pixinguinha 70
Pela Victor foi gravado,
Pixinguinha ao Vivo
Tem seu nome celebrado
Regente e compositor
Musicista destacado...

LP Som Pixinguinha
Pela Odeon lançado
Morre a sua Albertina
Deixa o mestre apaixonado
A saudade invade o peito
Do regente consagrado...
Pixinguinha e Albertina
Casal que se fez amado
Apesar de não ter filhos
Um menino foi adotado
Cujo nome era Alfredo,
Como o músico nomeado...

Falece em 73
A 17 de fevereiro
Teve um enfarte fulminante
Lá no Rio de Janeiro
Na Nossa Senhora da Paz
Morre um gênio brasileiro...
Museu da Imagem e do Som
O seu corpo foi velado
2 mil vozes no velório
Carinhoso foi cantado,
Pixinguinha nos deixou
Mas deixou o seu legado...

Pixinguinha é eterno
Alquimista inovador
Maestro do Infinito
Genial compositor
De obra monumental
Universal criador...
imagem/fonte: do mesmo site abaixo. 
- Academia Brasileira de literatura de Cordel 
http://www.ablc.com.br/cordeis%5Ccordeis.htm

terça-feira, 19 de julho de 2011

Pagode! Explicado por quem é do meio legitimamente

Um pouco desta manifestação que virou "genero" por conta de alguns produtores e gravadoras. Destaque para a fala um dos bons compositores do samba, ainda pouco conhecido - Mauro "Bolacha" Duarte. Participação da pesquisadora, interprete Cristina Buarque e do compositor Reginaldo Bessa.
http://youtu.be/EfjTViGNJTc


http://www.youtube.com/watch?v=EfjTViGNJTc&feature=player_detailpage

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Noel Rosa e memória dos compositores brasileiros.

Deixo registrado uma entrevista de um programa especial da radio CBN numa homenagem ao centenário de  Noel Rosa em dezembro de 2010, com  dois entrevistados bem articulados que tocam em assuntos  relevantes da memória e da cultura de informação em nosso País, além de algumas novas informações sobre o compositor e ponderações sobre pesquisa e posicionamentos históricos interessantes do Joao Maximo, que foi a campo entrevistando pessoas que conviveram com o personagem do livro.
http://cbn.globoradio.globo.com/especiais/talkshows/2010/12/04/HOMENAGEM-AO-CENTENARIO-DE-NOEL-ROSA.htm

http://cbn.globoradio.globo.com/especiais/talkshows/2010/12/04/HOMENAGEM-AO-CENTENARIO-DE-NOEL-ROSA.htm

(as imagens são da editora Globo, fasciculos "História do Samba". - clique na imagem para ler na integra a pagina).

domingo, 26 de junho de 2011

Cimples Ócio festeja São Pedro e generos musicais brasileiros

(evento transferido em função das chuvas constantes em Curitiba, com data a ser definida).
Dia 02 jul - sabado 14h00













Cimples Ócio festeja São Pedro e os gêneros musicais brasileiros
                      Ciclo junino – terceiro e último encontro

14h00 – Abertura do espaço. Comida típica, seleção musical homenageando as festas juninas pelo Brasil – calangos, baião, sambas, maxixes, etc.
16h00 - Cida Airam e músicos convidados
- Versátil e dona de uma voz afinadíssima, a cantora do Coral Brasileirão comanda músicos talentosos dos dois gêneros para uma roda de samba inédita e um bom forró pé de serra, com viagens pelo Choro, Maxixe, baião, xote e xaxado.
Músicos:  Luis Rolim, percussão, Murilo Damasceno, violão, Joao Pedro, sanfona


Cimples Ócio Feitoria
Rua Miguel Jorge Nasser, 206 – Bacacheri – Ctba PR

- ingressos: R$ 10,00
Contato e informações: 41 3209-8802 / 9931-7820

http://cimples-ocio.blogspot.com / cimples.ocio@gmail.com



Cida Airam:
http://www.mosaicoculturaearte.com.br/artista-cida-airam.php
http://www.myspace.com/cidaairam
Joao Pedro (foto)
http://joaopedroacordeon.com.br/fotos_encontro_sanfona_viola.php

chegando no Cimples Ócio



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terça-feira, 7 de junho de 2011

Encontro junino no Cimples Ócio


 

Neste mês de junho sedimento uma antiga ideia de comemorar as festas do Brasil. A idéia é realizar eventos que tenham fundo didático/informativo sem perder o lúdico destas festas. Não significa a dissociação com o Samba e o Choro e sim a fusão de informações das festas e generos brasileiros, respeitando suas peculiaridades e areas de abrangencia.
Segue texto que postei no Facebook para divulgação e participação.

Domingo, 12 de junho – Cimples Ócio desde 2 da tarde.
Dias dos namorados, sim.
Mas também temos uma das mais tradicionais festas comemorativas no Brasil – Santo Antonio – 13 de junho, festejado na véspera, ou seja, neste domingo, 12. E o caminho do Cimples será escapar do comercial.
Vamos festejar? Tá feito o convite para encararmos o friozinho com jeito.
Pinhão, quentão, vinho, cachaça, suco de uva, bolo de milho, barracas e decoração típica e uma parceria com cantora, compositora, produtora Cida Airam (Natal – RN).
O retorno do espírito festeiro estará presente nos trajes e na quadrilha tradicional.
Lembraremos as danças típicas e tradições da época do Brasil todo.
Portanto, venha trajado o mais tradicionalmente possível para homenagearmos a memória das festas, a simplicidade e o nosso povo.
Não esqueçamos: "O homem brinca e ele somente é um homem no sentido total do mundo quando brinca" - Schiller.
Programa:
14h00 – abertura festa junina
14h30 – inscrições para quadrilha e ensaio
17h00 – Apresentação da quadrinha improvisada.
18h00 – Forró, Xote e Baião com Cida Airam e Grupo.

- ingressos: R$ 10,00

Cimples Ócio
Rua Miguel Jorge Nasser, 206 – esquina c/rua João Batista Trentin, 417 – Bacacheri/Tingui – fone: 41 3209-8802 / 9931-7820
Email: cimples.ocio@gmail.com

Lembrando:
Faremos um pequeno ciclo de festas comemorativas:
Dia 24/06 – sexta - 18h00 – Viva São João
Dia 02/07 – sábado – 14h00 – Roda de Samba e Forró. Salve São Pedro.
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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pixinguinha - um video que vale registrar

Tanto se falou e mostrou sobre nosso santo da música - mas este video vale a pena deixar registrado neste blog sobre Choro e Samba, generos que ele deixou trabalhos que trilharam toda a nossa MPB. O endereço abaixo é um documentario do Sesc TV - muito bom com informações pouco divulgadas no perfil do mestre Pixinguinha.









quarta-feira, 2 de março de 2011

Tradição, carnaval e o Cimples Ócio retornando

Pois é, não aguento sem dançar umas marchinhas no carnaval. Como estas coisas andam escassas no Brasil todo, com raras excessões, resolvi tentar reunir um povo que ainda gosta (será que alguém deixou de gostar? para brincar um pouco. Segue o texto que enviei por email para o pessoal. Se puder ou estiver em Curitiba apareça e divulgue por favor:

Carnaval na Feitoria Cimples Ócio

- carnaval é tradição prazeirosa
Que coisa boa que é dançar ao som de “e as pastorinhas para consolo da lua, vão cantando nas ruas, lindos versos de amor” (Noel Rosa e João de Barro). Pois é, a gula comercial e a pressão mercadológica em cima das mídias e outros fatores deixaram-nos distantes dos prazeres das marchinhas.
E bem tocada então! Maior dificuldade ainda!
Reunimos um bom time de músicos, sopros, cordas e percussão, que nos proporcionarão um reencontro com os prazeres das marchas-ranchos, marchinhas, sambas, choros e maxixes. Sem espaço para o axé e bonde do tigrão apelativos.
A programação do Cimples Ócio prevê dois dias de muita dança, trenzinhos e folia da boa - domingo e terça com muitas máscaras, fantasias, confetes e serpentina. Portanto, prepare seu traje – evite os nada tradicionais nesse período e pouquíssimos inventivos, bermuda/saia e camiseta. E venha cedo para aproveitar! Encerramento às 9 da noite.
Resumo:
Carnaval na Feitoria
Data: 06 mar – domingo – 14h00 – (música inicio 16h00).
08 mar – terça-feira gorda – 16h00
Local: Cimples Ócio / Curitiba
Rua Miguel Jorge Nasser, 206 – bairro Tingui – Curitiba
Custos:
Entrada: R$ 25,00 e R$ 10,00
crianças (06-12 anos) e músicos.
Domingo especial – culinária: moqueca de siri por Nega Fuá (Aline) – R$ 21,00 p/pessoa
- capacidade: 80 pessoas
Outras informações e contatos:
cimples.ocio@gmail.com
41 3209-8802 / 41 9931-7820
Gratos! E bom carnaval!

Anildo Guedes

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Cimples - descontrução "o retorno"

Em 17/01/2011 _ Curitiba - Pr.


sábado, 22 reabro o Cimples Ócio - espaço meio doido de divulgação de dois generos musicais bem brasileiros - o Samba e o Choro (este hibrido).

Neste dia especificamente lançamento de um disco de uma cantora/interprete/pesquisadora/compositora, curitibana, Maytê Corrêa, da nova geração estudiosa e talentosa do Samba. Ícone de bom repertorio do genero em nossa cidade, hoje fixando seus estudos, trabalho e moradia no Rio de Janeiro.

Sambas e Choros melódicos, tradicionais e autorais,são os quesitos básicos/obrigatóros para este espaço reabrir seu portão de madeira bruta, expor sua desorganização estética, suas bromélias e seus banheiros mostrando o povo que alicerçou de verdade o samba no nosso País.

Além da capacidade de prover uma boa roda de samba, das tradicionais, Maytê cantará seus sambas, mostrando o seu disco com composições também inéditas de Arlindo Cruz, Ratinho e Wanderley Monteiro, nomes consagrados do gênero.

- Resumo/motivo:

Lançamento do CD "Deixa o Samba ir" - de Maytê Corrêa (RJ/Ctba) e Reabertura Cimples Ócio
- data: 22/01/2011 - sabado - 14h00
- roda de Samba: 16h00
- acompanhadores:
Moqueca - baiana e capixada
- violão 7 cordas: Vinicius Chamorro (PR)
- cavaquinho: Juliao Bohêmio (PR)
- Percussão geral: Victor Bertrami (RJ)
Custos:
- música: R$ 12,00 e R$ 10,00 (estudantes, músicos, professores e acima de 60 anos).
- culinária: R$ 20,00 (opcional)
Moqueca Baiana - cação
Moqueca capixaba - pintado

Cimples Ócio: Rua Miguel Jorge Nasser, 206 / esquina rua Joao Batista Trentin, 417 - proximo a Escola Municipal Eny Caldeira/pista de skate - Curitiba - Pr. .

Anildo Guedes
Cimples Ócio
41 3209-8802
41 9931-7820
http://www.cimples-ocio.blogspot.com/



Contatos Maytê:
E-mail: mayterisoflora@gmail.com
www.myspace.com/maytecorrea
Telefones (41)9106-1173
(21) 9576-4640



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Samba na rua. Coisa da antiga ou ainda existe? "Nosso Samba ainda é na rua"

Esta em extinção não. Transcrevo materia postada pela Eugenia Rodrigues da Agenda Samba-Choro que é texto da Roberta Martins que vale ficar registrada. Aproveite e veja os comentarios,comprovação que o Samba vai muito bem obrigado.  

Por Eugênia Rodrigues - Publicada em 20 de Dezembro de 2010
Assunto: Outros
"Nosso samba ainda é na rua" é o nome do artigo escrito pela cientista social Roberta Martins no Boletim do Coletivo de Produção Cultural Aracy de Almeida. Em tempos de Choque de Ordem, é uma reflexão deveras pertinente.
"Nosso samba ainda é na rua"
Roberta Martins

´Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua/Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua´.
Chico Buarque
Peguei emprestado esse pequeno trecho de ‘Quem te viu, quem te vê’ , para começar a falar de samba que rola na rua. Por todo o Rio são muitas os locais onde se pode curtir um bom samba. Em casas de show, bares, clubes, teatros, lonas culturais, armazéns a até mesmo sedes de sindicato, são muitas as opções e possibilidades pra quem quer cantar e sambar por aí. Isso sem falar das Escolas de Samba, em cujas quadras, o baticum corre solto.
Mas, a cidade ferve também com as Rodas de Samba que acontecem por ruas e praças, e que expressam de certa maneira uma das mais genuínas formas de fazer samba carioca. Samba feito na rua, onde quem quiser pode chegar.
Observando por um aspecto muito particular, esse modo de realização cultural que acontece na via pública, pode ser visto como um modo de resistência cultural. Apesar de o samba estar muito bem no mercado cultural – Obrigado! – o encontro possibilitado por esse tipo específico de evento cria uma espécie de sistema próprio de afirmação da identidade popular e democrática da cultura do samba. E implicitamente rejeita os discursos que dão explicações de que o samba é um fenômeno, com a sobrevivência consentida e realizada apenas para o consumo.
Quando falo de esquinas e praças, estou na realidade falando de locais onde se dão relações sociais que não são mediadas pela lógica do consumo, a rua, a praça, a via pública são lugares de encontro entre pessoas, espaços relacionais.
Mas, essa prática vem de muito tempo. Lá pelo início do século passado a praça era o lugar do samba na cidade, o melhor exemplo, no caso do samba é da Praça Onze. Da casa de Tia Ciata, e para além do interior do espaço ‘privado’ de suas dependências, se tornou ponto de encontro dos moradores de vários morros, da população pobre e majoritariamente negra e acabou por confundir-se a existência da praça ao samba. Favorecendo a expansão da territorialidade cultural do samba, e disseminando as rodas de samba, blocos, cordões e posteriormente as Escolas de samba.
Lembrando o samba de Herivelto Martins e Grande Otelo, vê-se a comoção com o fim desse espaço do povo e do samba.

" Vão acabar com a Praça Onze
Não vai haver mais Escola de Samba, não vai
Chora o tamborim
Chora o morro inteiro
Favela, Salgueiro
Mangueira, Estação Primeira..."

Hoje o samba ainda rola na rua, não rivaliza, agrega, não esvazia casas onde se faz samba de maneira profissional, ao contrário, atrai cada vez mais admiradores ao samba. Em locais diversos espalhados pela cidade, e só para citar alguns: o Escravos da Mauá, as Rodas de Samba da Pedra do Sal, o Samba de domingo na Feira da Glória, o Samba da Rua do Ouvidor, Praça São Salvador... os ensaios de rua das Escolas de Samba..."
comentarios: http://www.samba-choro.com.br/noticias/25070
fonte: http://www.samba-choro.com.br/

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Pixinguinha por Altamiro Carrilho

Pesquisando acerca da carreira artistica do Zé da Velha, achei esta entrevista do Altamiro Carrilho opinando e questionando a unanimidade de Pixinguinha, suas composições fáceis e indoceis, que vale registrar.

Altamiro Carrilho fala sobre Pixinguinha e o choro

Com 60 anos de carreira, o flautista Altamiro Carrilho teve o privilégio de conviver com os músicos que ajudaram a definir o chorinho como um estilo genuinamente brasileiro. Pixinguinha, que ele conheceu pessoalmente na década de 40, foi uma dessas importantes figuras do cenário típico da Música Popular Brasileira que influenciou o músico.
Em entrevista exclusiva ao professor Raul Costa d'Ávila, Carrilho fala como conheceu Pixinguinha e demonstra todo o seu amor pelo choro, que segundo ele, apesar dos altos e baixos, nunca vai morrer.
Raul - Na época em que iniciou sua carreira no Rio de Janeiro, o choro vivia uma fase áurea. Como foi seu primeiro contato com Pixinguinha, que já era um artista consagrado?

Altamiro Carrilho - O contato com ele foi casual, muito feliz e bonito. Convidado por um amigo comum, o Donga, assisti a uma célebre festa de aniversário de Pixinguinha, na década de 40, entre os anos de 1946 e 1948, não lembro direito. Os músicos que iam para lá eram da melhor categoria. Bandoneonistas, flautistas, cantores, gente de rádio, todo mundo. Era uma grande festa, porque ele morava em uma grande casa, com quintal. Então numa dessas eu fui como convidado do Donga. Cheguei lá e encontrei o Nelson Miranda, o Luperce Miranda, uma turma enorme e qual foi a minha surpresa: um dos meus ídolos estava lá. Deles todos o que eu mais admirava era Benedito Lacerda, sem menosprezar ninguém. Ele foi um criador de um estilo novo, uma maneira nova de tocar, tinha um swing leve, alegre, sutil, com balanço rítmico impressionante, isso fazia a diferença. O próprio Pixinguinha sabia disso, tanto é que passou a tocar saxofone, nem pegou mais na flauta, e formou aquela dupla famosa com ele. Agora, Pixinguinha é aquele monstro sagrado que compôs uma variedade de choros fantásticos. Acho que nenhum autor fez tantos estilos dentro de um gênero de música, tanta coisa diferente, do Carinhoso a Gargalhada, ele fez tudo que tinha direito.
Raul - O que mais te impressionava quando ouvias ele tocar flauta?
AC - Eu nunca ouvi Pixinguinha tocar. Ele parou em 1943 e gravou muito pouco. Era muito difícil ouvi-lo até no rádio. Quando a gente conseguia ouvir uma gravação no rádio - uma coisa tão difícil de acontecer - a gente até pedia para ouvir de novo.
Raul - É unânime a opinião de que Pixinguinha era uma homem generoso, humilde e muito simpático. Você que conviveu com ele, pode comentar, um pouco, sobre o lado humano do músico?
AC - Foi um homem muito bom, justo. Aquele cara que é justo e muito injustiçado, exatamente por ser assim. Ele também deveria receber compreensão geral, apoio geral, merecia receber homenagens em vida. Ao contrário do que muita gente pensa, ele não era bobo, ingênuo, ele era muito inteligente. O Almirante (apresentador e produtor de programas de rádio na Tupi e diretor do Bando dos Tangarás), dizia que Pixinguinha era uma águia. No sentido de ver a coisa de longe. Ele pressentia, tinha uma premonição, sabia as coisas que iriam acontecer e procurava sair, ficar de lado e não interferir. Dentro daquela simplicidade dele ele era muito perspicaz, muito inteligente.
Raul - Na história da MPB, mais particularmente do choro, pode-se dizer que Pixinguinha foi um divisor de águas, isto é o Choro antes e depois dele. Você concorda com esse pensamento? O que mais lhe chama a atenção na estética musical concebida por Pixinguinha?
AC - Não concordo totalmente. Ele deu uma contribuição valiosíssima. Porque nós tivemos compositores muito bons de choro. Tivemos Henrique Alves de Mesquita, Nazareth, Chiquinha Gonzaga. Acho que ele foi um dos melhores compositores de choro. Eu, particularmente, não gosto de dizer fulano é o rei, o maior do mundo. Cada um no seu estilo é bom. Eu estou falando por mim o que eu sinto. Na obra de Pixinguinha você procura, como eu disse há pouco, de Carinhoso a Gargalhada. Carinhoso como facilidade e Gargalhada como dificuldade. Denota que há um leque, uma abertura de estilos. Um choro tem uma característica, um segundo tem outra e assim por diante. Essa facilidade de trabalhar todos esses campos simultaneamente, tipo Um a zero, mostrando toda a versatilidade, toda a técnica. Por exemplo, ele compôs uma música como Carinhoso com poucas notinhas, harmonia andando e a melodia permanecendo uma pequena repercussão de frases e fez uma coisa monumental. Daí ele faz o Ingênuo, que já é um pouco mais malicioso, tem umas modulações imprevisíveis. Compôs Os oito batutas, com aqueles intervalos difíceis para flauta, um Si agudíssimo. Quer dizer que não é qualquer flautista que pode tocar a música de Pixinguinha. Isso é a versatilidade dele. Daí a se dizer que ele foi o máximo, não é assim. Não podemos esquecer de um Porfílio Costa, de um Caximbinho. São tantos que eu ficaria uma noite inteira falando. O gaúcho Rubens Leal Brito, por exemplo, tocava um piano como ninguém. Agora pouca gente o conhece. Ele compôs aquele choro Modulando, que passa por toda a escala musical. Todos os tons que você possa imaginar, a melodia passa por eles sem chocar. De uma maneira brilhante.
fonte: http://www.abraf.art.br/
- foto: acervo Juliao Boemio - Altamiro Carrilho e Juliao Boemio em Curitiba.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

23 de abril - Dia de Pixinguinha - Dia Nacional do Choro

Folha imagem

- Se você tem 15 volumes para falar de toda música brasileira, fique certo de que é pouco. Mas se dispõe apenas do espaço de uma palavra, nem tudo está perdido. Escreva depressa: "Pixinguinha".

Ary Vasconcelos

Em janeiro de 2010 estava na praia no falecido Cimples Ócio Caioba, no litoral paranaense, espaço entre outras coisas de divulgação de Samba e Choro e acabei criando um clima tenso com um dos garçons -  quando pedi, irritado para ele não mexer na musica ambiente. Alegou que o clientes haviam pedido para trocar - era Pixinguinha tocando com uma orquestra sinfonica, quase quatro (4) min de musica. Fui pessoalmente perguntar quem estava incomodado, e duas pessoas identificadas. Expliquei que era um disco e costumavamos toca-lo inteiro e aquela seria a ultima musica. O mais jovem, 20 a 22 anos  não sabia quem era Pixinguinha. Tudo que li até hoje insere Pixinguinha como um maiores, senão o maior colaborador de nossa música. Feito isto, segue alguns sitios com informação sobre São Pixinguinha.

http://www.mundolusiada.com.br/COLUNAS/ml_coluna_031.htm


http://www.pixinguinha.com.br/sitio


http://www.samba-choro.com.br/s-c/pixinguinha.html


http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:3J-tD0gwlgoJ:www.hist.puc.cl/iaspm/baires/articulos/heringcoelho.pdf+pixinguinha+em+Curitiba+1919&hl=pt-BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEESgfPuYm9UmBsla45-cFX1-ZzCpgni5sphuO2_n6xSi7tkzb5BfZPyfxEIZV31M-7WsuuzAe_mlvWUZCyWz9J6_5uXye4WvrLb903kfeUhlGPOOLdMN_s9PIxIEfkQw1ldqCFD19&sig=AHIEtbRtNn2h86Mqog8HK0JMiiDqjL1Ydw


- Campeonato Sul-Americano de Futebol 1919:
Além de importante para o futebol, esta partida foi marcante para a música brasileira. Inspirado nela, ninguém menos que Pixinguinha compos o choro "1x0", primeiro registro de música sobre futebol no Brasil, de acordo com Beto Xavier.[1]
O ano de 1919 foi memorável na história do futebol brasileiro. Pela primeira vez, o país organizaria um torneio da modalidade esportiva de nível internacional. Nem a epidemia de gripe espanhola tirou a felicidade dos brasileiros, em especial os cariocas. A cidade do Rio de Janeiro abrigou o 3º Campeonato Sul-Americano de Seleções de Futebol e para isso foi construído o Estádio das Laranjeiras do Fluminense.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Joao Nogueira / Clara Nunes



Estava procurando no you tube mais algum video da Dona Ivone Lara para postar e acabei encontando este video do Joao Nogueira falando sobre a morte da Clara Nunes - 

                                          E M O C I O N A N T E !

http://www.youtube.com/watch?v=b-f0UdKYfo0 


Dona Ivone Lara - 13/04/1921 - 89 anos

Dona Ivone Lara ou Yvonne Lara da Costa.
Dona Ivone comemora 89 anos em 2010 - dia 13 de abril de 1921.
E fui na WEB buscar algumas imagens diferentes para homenagea-la neste humilde espaço. Tirando um tecladinho que fazia parte de seu do grupo que a acompanhava num show em Antonina aqui no Parana, sempre fui de babar pela compositora. Vi varios shows nestes ultimos anos, viajei e deixei de viajar para assisti-la. Acabei encontrando um blog de um jornalista belga e repasso a história dele falando da historia dela (credo!!). Os negritos são meus:


A exemplo da maioria dos artistas populares de origem humilde, Dona Ivone Lara construiu o essencial de sua obra depois de uma vida de trabalho duro ; no seu caso, dedicado- como enfermeira diplomada- a tratar de pessoas portadoras de distúrbios mentais. A música, por sinal, era uma de suas armas terapêuticas. Muito jovem, ela aprende a tocar cavaquinho, e aos 12 anos já compõe seu primeiro samba, Tiê, com o qual ela abre o show desse dvd « Canto da Rainha », gravado no Canecão, no Rio de Janeiro, em 2009.
Adolescente, ela se flagra também no círculo de certos anfitriões da música brasileira, como Heitor Villa Lobos (1887-1959), Pinxinguinha (1897-1973) e Donga (1890-1974).
Em 1947, ela compõe Nasci para sofrer, um samba sob o qual desfila a Escola Prazer da Serrinha, que virá a se tornar a célebre Escola de Samba Império Serrano.
Bem mais tarde, em 1965, com Silas de Oliveira e Bacalhau, ela vem a compor Os Cinco Bailes da História do Rio, um samba-enredo que coloca a Império Serrano em quarto lugar naquele ano.
Ele se torna, por esse fato, a primeira mulher a integrar o círculo essencialmente masculino de compositores de samba de Carnaval (« ala dos compositores »).
É a partir dos anos 70, quando Dona Ivone Lara então festeja quase seu meio século, que sua carreira decola definitivamente. Ela se dedica inteiramente à sua arte e a seu primeiro álbum, « Sambão 70 », ao alvorecer daquela década.
O nome de Dona Ivone Lara me foi revelado (assim como para muitos outros) pelo título Sonho meu, que foi incluído no álbum histórico de Maria Bethânia, « Álibi », primeiro disco de uma intérprete feminina a atingir o milhão de exemplares vendidos. Sonho Meu (duo de Bethânia com Gal Costa), composto em parceria com um de seus mais fiéis colaboradores, Délcio Carvalho, ganha inclusive o prêmio Sharp de melhor canção naquele mesmo ano.
Mais tarde, foi num outro disco de Bethânia, « Talismã », que eu descobri outro grande clássico : Alguém me avisou, numa versão antológica cantada com Gilberto Gil e Caetano Veloso. Um título que figura no repertório de qualquer roda de samba que se dê ao respeito.
A partir daquela época, e até esse primeiro dvd, tardio para essa grande dama do samba de 89 anos, não lhe faltaram sucesso, prêmios, e incontáveis demonstrações de reconhecimento por seus pares. Um reconhecimento que veio a se estender para além das fronteiras do Brasil.

O fato é que, como diz com precisão Paulão 7 cordas (nos depoimentos dos extras aqui), Dona Ivone Lara possui um senso sofisticado da melodia que ela desenvolve em seus sambas, os quais são bastante enraizados nos ritmos afrobaianos. Há outros grandes clássicos muito propriamente colocados nesse dvd, como atestam Mas quem te disse que eu te esqueço (com Hermínio Bello de Carvalho), Alvorecer, Acreditar, e Sorriso de criança- sendo esses três últimos ainda compostos com Délcio Carvalho.
Esse dvd ficará para sempre como um documento definitivo, que imortaliza um repertório pertencente ao patrimônio musical do Brasil !
- veja outras biografias + sobre DVD e CDs
http://musica.uol.com.br/ultnot/2009/02/06/ult89u10251.jhtm

 Foto: Mário Luiz Thompson
- video com Nilze Carvalho:
http://www.youtube.com/watch?v=cJtgHXeKdQU

- video com Delcio Carvalho:
http://www.youtube.com/watch?v=M2kz9P9OqDA

 
- video TV Cultura - com Quinteto em Branco e Preto (muito bom - não deixe de clicar)
 http://www.youtube.com/watch?v=yJywnMf1uQg

domingo, 4 de abril de 2010

Roberto Silva - 90 anos - abril 2010

Veja histórico de um dos maiores interpretes do samba:
http://www.dicionariompb.com.br/roberto-silva/dados-artisticos

- ouça trechos de algumas musicas de seu repertorio:
http://cliquemusic.uol.com.br/player?x=&d=6549

- vida atual e historias:
http://www.overmundo.com.br/overblog/roberto-silva-o-principe-que-vive-como-rei

video- Falsa Baiana:
http://www.youtube.com/watch?v=ocqt6wXVUt8

video - Falsa Baiana com Paulinho da Viola
http://www.youtube.com/watch?v=tM-u-EwQaGc

video - Falsa Baiana com Roberta Sá
http://www.youtube.com/watch?v=Hn7WsSQhu_8

baixe 78 rotações - disco de 1958, 1963 e 2000 no blog prato e faca:
http://pratoefaca.blogspot.com/search/label/Roberto%20Silva

segunda-feira, 15 de março de 2010

História do Choro - "Música improvisada. Cair no Choro, dançar."

Estou iniciando a escrita de um projeto para entregar no final da semana - edital da Fundação Cultural de Curitiba - Mecanato 2009/2010 - atrasadissimo, mas somente agora deu tesão de montar. Estou relembrando e relendo algumas coisas sobre o choro para ficar mais facil o trabalho e aproveitando que já faz um tempo que não posto nada, vai ai um resumo da história do choro num trabalho do Hamilton de Holanda e um pouco de divulgação sobre o Clube do Choro de Brasilia - é bom para o povo que não quer perder tempo em pesquisar.
Fonte: http://www.secrel.com.br/elismar/artchoro/histchoro.htm  
www.clubedochoro.com.br
Foto: 15.10.2008, na cozinha do CImples Ócio, Hamiton de Hollanda (de costas), Zé da Velha e Ceará.

Segue um trecho:
Choro: A Forma que se transformou em Gênero
(veja texto completo nas fontes acima)

Raul Pederneiras, caricaturista, jornalista e autor de revistas teatrais, publicou em 1922, no Rio de Janeiro, sob a indicação de "Verbetes para um dicionário de gíria" a seguinte definição para a palavra choro: "Choro - Baile, musicata. Concerto de flauta, violão e cavaquinho. Música improvisada. Cair no choro, dançar." A definição é interessante por mostrar que ao iniciar-se a década de 20, considerava-se o choro como uma forma de tocar e não como um gênero musical como é considerado hoje.


Desde a metade do século XIX, o que se chamava de choro era realmente a música tocada em bailes tendo como formação do conjunto executante os instrumentos: flauta, responsável pela condução da melodia principal; cavaquinho, centrador de rítmo,e ; violão harmonizador. Estes conjuntos tocavam gêneros como o maxixe, a polca, a mazurca - gêneros europeus -, o lundu africano, dando um caráter de improviso a estes estilos