quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Samba, farmacia, industria fonografica, BO e tarja preta















































































Achei este texto abaixo buscando baixar o CD Esquina Carioca, parceria do Bar Piraja (que ja postei algo) com a Dabliú Discos, gravação ao vivo de 1999, roubado do meu acervo. Apesar de não concordar (cultura não para!) com alguns tópicos, dei algumas risadas sózinho, coisa de doido. Neste boteco tive alguns bons encontros com o pessoal da Tribuna Samba-choro (+- 2000/2001) e com Nelson Sargento, esposa, violão, canjas e um pouco de papo. Segue um parte do texto:
fotos: (via google) de alguns dos integrantes do show: Walter Alfaiate, Beto Cazes, Pedro Amorim, Teresa Cristina, Moacyr Luz, Joao Nogueira, Elifas Andreatto, Dorina, Carlinhos 7 Cordas, Marcelo Moreira, Beth Carvalho, capa do CD, Luis Carlos da Vila e Dona Ivone Lara.

"Grandes sambistas passaram alguns momentos exilados nessa embaixada carioca. E, em março do ano passado, resolveram reunir-se em um espetáculo. O encontro foi em uma casa de shows da cidade, na qual organizou-se (entre as mesas do público) uma tradicional roda de samba. O batalhão era formado por Walter Alfaiate, Dona Ivone Lara, Moacyr Luz, Beth Carvalho, Luiz Carlos da Vila e João Nogueira. A batalha, antes de tudo, já estava ganha. Os sons dos guerreiros foram lançados em CD. Por enquanto, o álbum Esquina Carioca é o melhor disco de samba de ano.
Na primeira faixa, todos cantam (sem instrumentos) Patrão, Prenda seu Gado (de Pixinguinha, Donga e João da Baiana), a prece dos deuses é entoada, o desfile pode começar.
Os componentes da roda alternam sambas tradicionais com composições mais recentes (mas que não deixam de já serem antológicas). Um dos destaques é a interpretação emocionada de João Nogueira para as belas metáforas criadas por Paulo César Pinheiro na letra de Espelho. (''Nascido no subúrbio nos melhores dias/ Com votos da família de vida feliz/ andar e pilotar um pássaro de aço/ sonhava ao fim do dia ao me descer cansaço/ com as fardas mais bonitas desse meu país...''). Acompanhado por excelentes violão e bandolim, João mostra, mais uma vez, seus dotes de grande intérprete de samba.
Moacyr Luz brilha nas músicas que iniciam e encerram o espetáculo. Na abertura, canta Jogo Rasteiro, parceria sua com Nei Lopes. Saudades da Guanabara (de Moacyr com Aldir Blanc) é a última música do CD. Os belos versos de Aldir (''Brasil, tira as flechas do peito do meu padroeiro/ que São Sebastião do Rio de Janeiro/ ainda pode se salvar'') são o canto da esperança , do samba , que ''agoniza mas não morre'' (palavras de Nelson Sargento, a quem o disco é dedicado). Enquanto Ivone Lara e Walter Alfaiate cantam sambas antigos, Beth Carvalho e Luiz Carlos da Vila interpretam alguns mais ligados ao pagode - tudo delimitado apenas por um suficiente denominador comum, o samba de boa qualidade.
Recentemente, o presidente da Associação das Farmácias do Brasil revelou, na CPI dos medicamentos, a existência de uma espécie de remédio, o B.O. A sigla, resumindo ''bom para otário'', denomina a medicação à qual o balconista da farmácia ganha benefícios da indústria que a produz, para estimular o consumidor a levá-la para casa. Curiosa a semelhança das gravadoras com a indústria farmacêutica, das drogarias com as rádios e lojas de discos brasileiras.
Esquina Carioca, infelizmente, é 'tarja preta', só será vendido com prescrição. Poucas rádios e quase-nenhuma emissora de TV falará do CD.
Curioso e urgente é o estado atingido pela cultura brasileira: estamos na época em que remédio bom é o que não vende, e que a porcaria tornou-se paixão nacional. Em meio às trevas é que bravos guerreiros lançam suas melhores armas. O disco já está à venda. CD: Esquina Carioca Selo: Dabliú Discos (distribuição: Eldorado) Lançado em janeiro/2000."
fonte e texto completo:
(depois sairam outras edições com outros sambistas e direção musical de Moacyr Luz e Elifas Andreatto (direção artistica). Gordinho participou deste disco, mas não achei foto na internet.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Samba e divulgação


Estou ouvindo aquela caixa organizada pelo Omar Jubran do Noel Rosa com quatorze CDs e fico em duvida o que é samba, maxixe, modinha - mistura-se tudo dentro da cabeça, pois creio que como eu, outras pessoas acabam com parametros das regravações, já com arranjos e instrumentos mais atuais. Algumas gravações não consigo identificar os instrumentos basicos mais usados - mas varios sopros, banjo - percussão??? impossivel - estava acho qua ainda não tem. Bom para todos os efeitos postei porque já eram gravações para tocar equipamentos da epoca - decada de 30 e o radio já estava dominando como entrenimento do povo. Algumas musicas foram feitas para divulgar na festa da Penha também polo daquela epoca. O disco que estou ouvindo é do volume 2 - com 2 CdsCD 2e - que tem por exemplo: "Assim, Sim!" Noel e Ismael Silva, Francisco Alves na voz de Carmen Miranda, "Não há castigo"
(Noel e Donga) com andamento mais proximo de um dobrado, com solos de flauta, mas já com alguma percussão, interpretando por Helena&Joao Barreto e a conhecidissima "Não faz amor" com Francisco Alves, com um naipe de sopros - já com orquestras gravando. No "Quem dá mais", com Noel cantando - a música fala em mulata, batuque, samba, Salgueiro, mas pouco haver com os andamentos dos anos 40, somente para citar uma epoca.Era isto por ora. Clique no texto e tenha mais noções da epoca.
fonte imagem: Fasciculos "Historia do samba" editora Globo 1998.
Texto e sacaner: Anildo Guedes

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Palavra samba




Esta postagem é o inicio dos fasciculos da editora Globo de 1998 - A Historia do Samba.
(clique na imagem para ler o texto com facilidade)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Pixinguinha minha música, Jacob meu musico (Herminio)


Dando uma passada na agenda samba-choro acabei entrando numa materia do Estadão sobre o acervo do Jacob do Bandolim que estara disponivel no Museu da Imagem do Som do Rio em setembro ou outubro de 2009. Trabalho do Instituto Jacob que tem um bando de bambas na estrutura.
O sitio (http://www.jacobdobandolim.com.br/) vale uma visita: veja um trecho dos depoimentos:

- Foram também, inesquecíveis, para mim, os saraus de Jacob, um dos quais passei para um disco. Tem uma versão de 9 minutos do “Noites Cariocas” absolutamente antológica. Foi lá que conheci Paulinho da Viola, e levei Oscar Cáceres, Maria Luísa Anido, Turíbio Santos, Clementina de Jesus — tanta gente! Foi lá que ouvi Dorenski. Noite incrível.
Costumo dizer que Pixinguinha é minha música, e que Jacob é meu músico. Não mudei de opinião até agora.
Hermínio Bello de Carvalho

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Samba e o mercado na decada de 80

Hum!!! não mudou muito! Materia do Aramis Millarch falando dos lançamentos em 1978. Clara, Beth, Alcione, alguns comentarios sobre a irmã e um primo da Beth. O bom é o comparecimento de Monarco, Chico Santana e outros nas gravações e a valorização dos bons compositores.
Segue o artigo:
http://www.tabloidedigital.com.br/artigo/sambistas

Velha Guarda da Portela




Velha Guarda da Portela - emoção e persistencia
Hino da Velha Guarda
A Velha Guarda da Portela vem saudar
Com este samba para a mocidade brincar
Estamos aí, como vocês estão vendo
Estamos velhos, mas ainda não morremos.
Enquanto há vida há esperança
Diz o velho ditado, quem espera sempre alcança
Nosso teor não é humilhar a ninguém
Nós só queremos mostra o que a Velha Guarda tem

- Embalei no you tube e selecionei alguns videos deles:
V G e Paulinho da Viola:
http://www.youtube.com/watch?v=wX4OUf7hGK8

Depoimento de Monarco, peixada casa da Surica, de Paulo da Portela a Paulinho da Viola
http://www.youtube.com/watch?v=m426i6sTZYg

Historia da Portela - sambistas, Paulinho da Viola na Portela, pastoras e carnaval:
http://www.youtube.com/watch?v=R2E6UBgj1tU

A Chuva Cai - (Argemiro Patrocinio e Casquinha) canta Argemiro Patrocinio
- Manacea (tocando cavaco - lindo!) Quantas lagrimas
http://www.youtube.com/watch?v=8dopsD1FXeA

- no pagode do trem
http://www.youtube.com/watch?v=QbBkBfyQTj0

- filme "O misterio do samba" com Zeca Pagodinho, Seu Jair, Quantas lagrimas

Paulinho da Viola, Canhoto da Paraiba, Velha Guarda

Sambas de boa qualidade
Olhe o que acabei achando no You Tube - especial/show na Globo de junho de 1980 - "Paulo Cesar Batista de Faria" - bom som e imagem - coisa para chorar e matar saudades de verdade e ainda para quem nunca viu imagens de alguns antigos integrantes da Velha Guarda da Portela. Eu tive o privilegio de conhecer alguns sambistas de fato e trouxe para o Parana e Santa Catarina entre outros Casquinha, Seu Jair, Argemiro, Monarco, Cabelinho e Serginho Procopio - que nestes videos não aparece, pois nesta epoca, 1980, o cavaquinista era o Osmar do Cavaco, seu pai. Vamos às delicias:
- Paulinho da Viola, Manacea e Velha Guarda - Quantas lagrimas:
http://www.youtube.com/watch?v=tzEJX7vX_GQ

- Paulinho da Viola e Grupo Rosa de Ouro - Pode Guardar as panelas:
http://www.youtube.com/watch?v=zoZqHMzfsl8

- Canhoto da Paraiba:
http://www.youtube.com/watch?v=RLXz9QbJ5fc

Coisas do mundo minha nega:
http://www.youtube.com/watch?v=V60YWH8ZelA

Paulinho da Viola e Grupo Rosa de Ouro: Elton Medeiros, Nelson Sargento, Anescarzinho e Seu Jair do Cavquinho (tocando!!!) - Guardei minha viola
http://www.youtube.com/watch?v=3JbAE97Cwcs

domingo, 2 de agosto de 2009

Samba ... aniversariantes de julho


Olha ai um samba com parceria de dois dos aniversariantes do mes de julho.
Anescarzinho, dia 04. (veja coluna do Mauro Dias escrevendo sobre ele: http://academiadosamba.com.br/memoriasamba/artigos/artigo-075.htm)
e video tocando tamborim ao lado do Paulinho da Viola e Grupo Rosa de Ouro (ele, Elton, Nelson Sargento e Seu Jair do Cavaquinho): http://www.youtube.com/watch?v=zoZqHMzfsl8

Noel Rosa de Oliveira (foto), dia 15. (veja biografia: http://sambariocarnaval.com/noel.htm)
É um samba de terreiro, coisa que não existe mais em torno das quadras das escolas de samba. Este o Salgueiro cantou muito:
Água do Rio (Anescar Pereira Filho / Noel Rosa de Oliveira)
Tudo ficou,
Tudo ficou diferente
Depois que você me deixou
Dos nossos beijos ardentes
Hoje resta o amargo sabor.
Até a água do rio
Que a sua pele banhou
Também secou com a saudade
Que a sua ausência deixou.
A lua não tem mais brilho
O sol não tem mais calor
O pomar não dá mais fruto
O jardim não deu mais flor.
Daquela noite tão linda
Que nos inspirava o amor
Hoje só resta a saudade
Muito sofrimento e dor.
Baixe este samba no: http://pratoefaca.blogspot.com/2009/02/escola-de-samba-academicos-do-salgueiro.html

Outro samba deles, Chica da Silva - 1963, é considerado pelos entendidos como um dos sambas enredo mais bonitos de todos os tempos. Ouça na interpretação de Noel Rosa de Oliveira no site do Salgueiro:
http://www.salgueiro.com.br/S2008/CA.asp?1963
- outros sambas deles:
- Descobrimento do Brasil (estou errado) ??? - acho que é do Geraldo Babão) - vejo depois...
- Martires da independencia
Baixe este samba no:
- veja uma boa biografia do Anescarzinho:

sábado, 1 de agosto de 2009

Samba e Choro - aniversariantes Julho










Segue lista:
1 - Wilson Batista - Campos - RJ - 1915 - dia 03 - dos maiores compositores de toda a história do samba.
2 - Anescarzinho do Salgueiro - (Anescar Pereira Filho) - Rio de Janeiro - 1929 - dia 04 - veja discografia e biografia: http://www.baixadafacil.com.br/conexaocarioca/releases/anescar.htm
3 - Joao Bosco - Ponte Nova - MG - 1946 - dia 13.
4 - Paulo Moura (foto) - São Jose do Rio Preto - SP - dia 15 - maestro, saxofonista, clarinetista e compositor. Veja mais: http://www.paulomoura.com/
5 - Noel Rosa de Oliveira - Rio de Janeiro- RJ - 1920 - dia 15 - compositor do Salgueiro.
6 - Elizeth Cardoso - Rio de Janeiro - RJ - 1920 - dia 16 - A Divina
7 - Luis Carlos da Vila - (foto) (Luiz Carlos Baptista) Rio de Janeiro - RJ - 1949 - Dia 21 - um dos grande nomes do samba - compositor muito criativo. Veja biografia: http://www.samba-choro.com.br/artistas/luizcarlosdavila
8 - Elton Medeiros - (foto) - 1930 - dia 22 - outro grande nome do samba, parceiro de Cartola e Paulinho da Viola.
9 - Nelson Sargento (Nelson Mattos) - Rio de Janeiro - RJ - 1924 - dia 25.
10- Marcos Sacramento - Niteroi - RJ - 1960 - dia 27 - cantor com bons discos. Veja mais:
11 - Nilze Carvalho - (foto) - Rio de Janeiro - RJ - 1969 - dia 28
12 - Mirabeau Pinheiro - Alegre - ES - 1924 - dia 31 - autor com Milton Sales da obra Fala, Mangueira.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Bienal do samba



Materia dos fasciculos da Historia do Samba de 1998 - editora Globo - sobre a Bienal do Samba na decada de 70, clique no texto para certificar-se que Milton Nascimento era sambista e que Cartola foi vaiado com o "Tive sim" pela obtenção do 5.o lugar e Clementina interpretando um samba do Joao da Bahiana nem se classificou.
Veja todas as eliminatarias com os compositores e interpretes e outros detalhes e curiosidades do festival no:
http://www.luizamerico.com.br/fundamentais-bienaldosamba.php

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Carnaval, marchinhas e um pouco de história

Vejam lá que blog bom para matar as saudades das marchinhas (dá para ouvir)e saber um pouco da história do carnaval brasileiro:
http://br.geocities.com/locbelvedere/Cronologia39/cronologia1942.htm

veja um dos sucessos do carnaval carioca de 1942 citados:

Emília, samba de Wilson Batista e Haroldo Lobo, gravado na Columbia por Vassourinha:

Quero uma mulher
Que saiba lavar e cozinhar
E de manhã cedo
Me acorde na hora de trabalhar
Só existe uma e sem ela
Eu não vivo em paz
Emília, Emília, Emília
Eu não posso mais

Ninguém sabe igual a ela
Preparar o meu café
Não desfazendo das outras
Emília é mulher
Papai do céu é quem sabe
A falta que ela me faz
Emília, Emília, Emília
Eu não posso mais

Samba, popularidade, produtores e novas cantoras

Dei algumas risadas com a postagem abaixo. Tem citações e opiniões contundentes de Clara, Beth, Herminio, Casquinha, Wilson Moreira, Padeirinho, Candeia, Noca, Carlos Cachaça, rock, LP, mercado e produções de discos de samba.
Estava procurando uma foto do Ismael Silva na sua vinda a Curitiba em 1974 e acabei encontrando esta materia do Aramis. Acabei transportando para época atual e lembrando de algumas conversas sobre pseudo-interpretes de samba do Brasil inteiro. E as produções? Afi!!!!!! A manipulação mercadológica do que vamos ouvir sempre ocorreu nao sei desde quando - talvez iniciada nas vendas de partituras do tempo do Callado e Chiquinha. Vamos á materia:
Sambistas
Artigo de Aramis Millarch originalmente publicado em 11 de julho de 1976
Além de ser uma mulher bonita, comunicativa e hoje uma das artistas que mais fatura no Brasil, a mineira Clara Nunes veio provar que o sambão pode vender muito. Aliás, quem convenceu Clara de seguir este caminho foi seu ex-noivo, o paranaense Adelsom Alves. E com Clara vendendo mais de 400 mil cópias de cada elepe que grava, é natural que outras gravadoras busquem cantoras no mesmo estilo. A RCA Victor convenceu a excelente Beth Carvalho a deixar a Tapecar e agora a Continental lança uma nova sambista, na mesma linha de Clara: Renata Lu. Nascida e criada em Senador Vasconcelos, subúrbio carioca da Central do Brasil, Renata antes de chegar aos sambas da Mangueira e Portela, esteve perdida entre versões de rock, boleros e outros supérfluos.
Aos 22 anos, Renata já tem uma relativa experiência: começou no programa "A Grande Chance" da TV Tupi e chegou a fazer um LP que "agora quero esquecer". E, brasileiramente, se propõe a partir de agora, do lp "Sandália de Prata" (Continental, 1-01-404-131, junho/76). É um elepe válido que poderia ser ótimo: faltou ao produtor Jorge Coutinho, responsável pelas noitadas de samba do Teatro Opinião, maior experiência para fazer um disco forte, como por certo um produtor da sensibilidade de Herminio Belo de Carvalho ou mesmo Sergio Cabral conseguiria. Renata Lu, que em 72 venceu o II Encontro Nacional do Compositor do Samba, com "Quero Sim" (Darci da Mangueira/ Lecy Brandão) é uma cantora de voz agradável, embora por demais apegada ao estilo (de sucesso) de Clara Nunes. Isso, entretanto pode ser superado. E, felizmente, o repertório escolhido para este LP de estréia não poderia ser melhor. Temos sambas do grande Cartola ("Arremedo de um Nada", em parceria com Ismael Silva), Ismael Silva ("Meu Único Desejo"), Heitor dos Prazeres ("Mulher de Malandro"), Nelson Cavaquinho - Guilherme de Brito ("Erva Daninha"), Antonio Candeias Filho (Candeia) e Wilson Moreira ("Afirmação) e do grande Carlos Cachaça (Carlos Moreira de Castro - e não Carlos Aguiar Moreira, como está no encarte do disco) ("Vingança"). Mas outros excelentes compositores populares, embora menos populares também foram reunidos no elepe: Noca Osvaldo Alves Pereira) e Edinho (Edson Correa dos Santos) com "Onde A Cobra é Bicho Manso" o inédito maxixe "Zomba" de Alvarenga (fundador da Portela) e Chandico, "Oto Henrique Drep com "Vem Amor", Pandeirinho (Osvaldo Vitalino) em "Pense Bem" e, a faixa mais comercial (e inexpressiva) do lp, "Sandália de Prata" (David Corrêa - Bebeto Di São João).
Renata Lu é, por enquanto uma promessa. Uma vela promessa para o Samba. Esperamos que, na próxima vez, tenha sorte de encontrar um produtor mais cuidadoso e fazer então um excelente elepe. Como amostra, tudo bem.
Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Veiculo: Estado do Paraná
Caderno ou Suplemento: Nenhum
Coluna ou Seção: Música
Página: 31
Data: 11/07/1976

domingo, 21 de junho de 2009

O Samba nosso de cada dia

Samba, midia e outros trens - devaneios Anildo Guedes

Senhores:

Comecei tentando fazer um texto para a roda de samba de sabado, dia 27. Acabei surtando e quando vi o texto já estava grande para uma simples divulgação no blog do Cimples Ocio - produções (http://cimplesocio-producoes.blogspot.com/) e escrevendo um pouco mais do que devia, terminou creio, como mais um dos inumeros textos meio ufanicos em defesa do samba e um desabafo pessoal. Mudei um pouco o começo do texto para não ficar sem pé nem cabeça e marcar o inicio do Cimples Ócio.

Mas, segue o ocorrido/escrito ai embaixo:

Desde dezembro 1998 ... O Cimples realiza ... uma roda de samba ... ambos com os mesmos objetivos ... Aliás, dificies de serem atingidos em Curitiba.

... o combinado é divulgar o SAMBA. músicas pouca conhecidas, porém de melodia e harmonia apurada; trazer ao conhecimento público as principais vertentes do samba, suas matrizes e personagens marcantes e ao mesmo tempo distantes ou simplesmente largados pelas midias diversas desde os anos 20 e 30.

Desde aqueles anos e ainda hoje somos pressionados e obrigados a ouvir o que alguns poucos determinam como produto de consumo. Como qualquer outro entretenimento do segmento musica, o samba padece igualmente - uma grande parte dos produtos são manipulados com apostas na deglutição rápida, melodicamente paupepérrimos e harmonicamente sem nenhum tempero. Sambistas, ou melhor, poetas ou cronistas do cotidiano às vezes sofrido, outros de alegria incontida, muito bem contados, são relegados e esquecidos. Historias com conteudo e exemplares são esquecidas, perdidas.
E mesmo com a internet e a difusão e facilidade para baixar bons discos, novos e antigos, estamos longe de conhecer o que foi feito pelos sambistas de verdade. Até porque um percentual enorme ainda não tem computador e não consegue baixar um Chico Santana, Alvaiade, Padeirinho ou Xango da Mangueira.
Pelo contato que tive com alguns sambistas de estirpe a minha opinião é de que o que foi para o radio e disco, alguns roubados, outros comprados, outros, nos dias de hoje barrados ou meramente guardados a mostra midiatica é irrisória e insonsa se pensarmos no samba como manifestação popular, como mostra da realidade social autentica e cultura marcante e prodigiosa. Ganharam os articulados mercadores de ontem e de hoje. Perdemos nós - povo de pouca pratica, negligentes e desaglutinados. Ate porque o samba como simbolo nacional foi imposto por alguns poucos no começo do século - a tal da elite intelectualizada - por necessidade do momento politico e cultural do Brasil. Estamos no jardim de infancia ainda, mas chegamos lá.
Anildo Guedes

Curitiba - Pr, 21/06/2009 - domingo 9 da noite

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Candeia - vida e obra


















































Dei uma juntada na pesquisa de alguns sitios sobre o Candeia. Tem disco discografia, feitos, amigos, etc. Destaque para o trabalho do Chico Aguiar, publicado na agenda samba-choro pelo Paulo Neves:
As fotos dos discos são da agenda samba-choro.
Os creditos estão no final dos textos.

Candeia - luz da inspiração - Joao Baptista Vargens em Curitiba

Lançamento no Cimples Ócio dia 27, sabado -2 da tarde - junho 2009.


Candeia, Casquinha, Paulinho da Viola, Velha Guarda da Portela, Lan - muita história boa na vida deste homem

Segue mais algumas informações sobre o livro e principalmente seu autor Joao Baptista Medeiros Vargens.
sobre o autor:
- curriculo:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=B385214
- alguns dados:
na orelha do livro "A VELHA GUARDA DA PORTELA" - (escrito com Carlos Monte - 2001) :
"Joao Baptista M. Vargens, nasceu no Rio de Janeiro, em 1952, bacharelou-se e licenciou-se na UFRJ onde é professor adjunto na Faculdade de Letras. Fez seus estudos de pós-graduação em Damasco e Lisboa e é membro honorário da Academia de Altos Estudos Ibero-Árabes. É autor de Nos bastidores d'o Pasquim (GMS, 1999), Candeia, luz da inspirição (Martins Fontes/Funarte, 1988), Notas musicais cariocas (Vozes, 1986), Islamismo e negritude (UFR, 1982, com Nei Lopes) e Lembranças de ontem (Reproarte, 1978).
Durante sua adolescencia, Joao morou em Osvaldo Cruz e conviveu com os componentes da Velha Guarda da Portela, acompanhando-os em festas, shows e excursões. Portelense desde sempre, foi um dos fundadores do Gremio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo, pólo de resistência do samba de raiz, idealizado pelo compositor Candeia."

participações em palestras e seminarios: (não consegui identificar a data)

- Luana Clara – Na sexta-feira foi realizado o último ciclo de palestra do seminário Samba, Patrimônio Cultural do Brasil, no Sesc de Madureira.

As atividades foram abertas com a exibição do documentário Matrizes do Samba do Rio de Janeiro. Após, foi realizada a terceira mesa do evento, composta por João Baptista Vargens, Tantinho, Cláudia Márcia e os mediadores Lygia Santos e Aloy Jupiara.
João Baptista falou sobre a transmissão do samba de geração para geração. E também aproveitou para indagar Tantinho: “Por que os homens da Portela se envolvem com as mulheres da Mangueira?”, e o compositor respondeu: “Porque elas são lindas!”. E o biógrafo continuou: “É que fiz esta pergunta a Nozinho, irmão de Natal, e ele me disse: ‘Pergunte as mulheres da Mangueira’”, concluiu.
Em sua palestra, Tantinho falou sobre o afastamento das comunidades das escolas de samba, e como os novos dirigentes desvalorizam ritmos tradicionais, como o samba de terreiro. “O meu interesse é na preservação do samba, das escolas em geral”, declarou o mangueirense, que com o CD “Memória em Verde e Rosa”, venceu a última edição do Prêmio Tim, na categoria melhor disco de samba.
Cláudia Márcia, diretora do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, explicou sobre a ampliação do foco de ação do Iphan. “Na constituição de 88, já se tem uma visão de que o patrimônio cultural é inatingível. Quando o Iphan foi criado, em 37, já se via uma possibilidade de tombar o imaterial, mas o urgente era o material, devido ao grande avanço urbano”, explica.
Para a palestrante, esta titulação é um reconhecer do governo, de que o bem está em outros espaços, impalpáveis, em comunidade. “No patrimônio imaterial, a intervenção do Estado não deve ser desejada, pois o grupo é detentor. Mas, (o governo) deve criar espaços para vivencia-lo”.
- fora do Brasil:

http://www.camaraportuguesa.com.br/default.asp?pag=noticias&id_noticia=11576

entrevista: (tem uns trechos muito bons - não deixe de dar uma olhadinha)
http://www.portelaweb.com.br/candeia-especial/joao-batista.htm

- Sobre o livro Candeia – Luz da Inspiração
"Nos trinta anos de ausência do compositor Candeia, a Almadena Editora lança a terceira edição – ampliada e revisada - da biografia Candeia – Luz da Inspiração, de João Baptista M. Vargens. Há nesta edição 28 músicas inéditas, descritas em letras e partituras, estando 23 delas gravadas em um CD, que acompanha o livro. Cinco músicas são cantadas pelo próprio Candeia, inclusive um samba em parceria com Paulinho da Viola.
Sergio Cabral assina a orelha, as ilustrações são do portelense Lan (capa) e do compositor Nei Lopes (miolo) e o prefácio, da jornalista Lena Frias".
- show e relaçao de musicas com participação do autor:

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ismael Silva em Curitiba - 1974

Mais uma materia do Aramis Millarch. A materia é sobre os lançamentos na epoca da Funarte e aproveita para tecer alguns somentarios sobre a carreira e discos do Ismael. Segue o texto dele:

Em 1974, Ismael Silva veio a Curitiba pela primeira e única vez. Quem o trouxe foi Ricardo Cravo Albim, que o apresentou num show no Paiol (bons tempos em aquele teatro existia artisticamente) e o fundador da primeira escola de samba do Brasil, a Deixa Falar (1929) integrou o júri do nosso carnaval de rua. Apesar de sofrendo já diversos problemas de saúde - especialmente dores nos pés, Ismael foi amabilíssimo e mostrou, inclusive uma nova composição para a época, "Contrastes", no qual, com a sabedoria popular, utilizava um curioso jogo de imagens pra filosofar sobre os contrastes da vida ("Existe muita tristeza na rua da alegria" e "muita desordem" na "da Harmonia" e só se encontra "fracasso no largo da Glória").
Pois são os sambas profundos, filosóficos - que tanto influenciaram a Chico Buarque (mais mesmo do que Noel Rosa), que foram reunidos no emocionante elepê "São Ismael Silva", produção artística de João de Aquino e Maurício Carrilho, e que como todos os discos da Funarte vem enriquecidos com os perfeitos textos de encarte do pesquisador Jairo Severiano. Para este elepê foram gravadas 16 de suas composições em parcerias com Francisco Alves, Noel Rosa e Nilton Bastos, interpretadas por dois intérpretes perfeitos: Jards Macalé, que sempre foi o seu maior admirador e a pernambucana Dalva Torres, mais um talento regional que Maurício Carrilho e Hermínio souberam buscar.
Com o lançamento do disco, a Funarte também coloca à venda o livro "São Ismael do Estácio - o sambista que foi rei", de Maria Thereza Soares, vencedor do concurso Lúcio Rangel de 1984, e que, pronto há meses, aguardava que o disco fosse concluído para poder ter maior significado em seu lançamento. Sobre a importância (nem sempre devidamente dada, mesmo por pessoas que julgam-se conhecedoras da MPB) de Ismael Silva, é bom lembrar a opinião de Vinícius de Moraes: "Era um dos três maiores sambistas cariocas de todos os tempos. É perfeita a maciez de sua linha melódica e seu samba adquire às vezes a suavidade do cantochão".
Ismael Silva, rei do Estácio, mestre do pagode e um dos fundadores da "Deixa Falar", foi uma estrela que subiu rápido, atingiu o auge e, de repente, se apagou. O destino fez do autor de "Se Você Jurar" (vencedora do carnaval de 1931) um homem amargurado. O ajuste de contas, com a Justiça, os desamores, as dificuldades financeiras e problemas de saúde aceleraram o processo que o levou a completa solidão - tão bem documentada por Adnor Pitanga no curta-metragem e a ele dedicado - e que no dia 11 estará sendo projetado na sala Funarte (junto com "Partido Alto", de Leon Hirzman, sobre a Candeia).


fonte:
http://www.millarch.org/artigo/homenagens-merecidas-sao-ismael-candeia
- Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente em:
Veiculo: Estado do Paraná
Caderno ou Suplemento: Almanaque
Coluna ou Seção: Tablóide
Página: 3
Data: 08/07/1988

Candeia - Luz da Inspirição - livro reedição com CD

Joao Baptista Vargens em Curitiba, Itajai e Floripa.
O Marcão mora em Camboriu - SC, sujeito que gosta de cantar alguns sambas do Manacea, do Wilson Moreira, de quem é velho conhecido quando morou no Rio de Janeiro e conheceu um monte de bambas.
Pois é, o homem ligou-me semana passada informando sobre a vinda do Joao Baptista Vargens - leia-se autor, entre varias outras publicações, do livro "A Velha Guarda da Portela" de 2001 - ao qual ate hoje me reporto para as postagens e informações - e o livro do titulo desta postagem, vindo para cá para o lançamento da reedição com CD (23 musicas). Mesmo em cima da hora, faremos uma pequena recepção para o Joao aqui em Curitiba na proxima quinta, 25, com palestra e roda de samba e venda a preços promocionais - R$ 20,00.
Combinada a parada do Joao Baptista aqui neste frio danado, dei uma consultada e rastreada na vida deste amante do samba e acabei achando algo interessante escrito pelo Aramis Millarch, e descobrindo que o livro já teve um lançamento anterior aqui no Paraná. Vejam lá:
- Os dois novos álbuns-antologia e livros que estão sendo lançados pela Funarte a preço de ocasião, em Curitiba poderão ser encontrados na loja da Rua Cruz Machado, com a sempre simpática Patrícia) são em homenagem a duas figuras exponenciais de nossa música popular: Ismael Silva (1905-1978) e (Antonio) Candeia (Filho, 1935-1978).
Povo. Samba. Luta. Resistência. Quatro palavras do cotidiano de Candeia. "Uma vida tão rica quanto a de Antônio Candeia Filho é difícil de traçar", diz a jornalista Lena Frias no prefácio do livro de João Baptista Vargens, vencedor do Concurso Lúcio Rangel.
- "Partia para a luta derrubando tudo - dificuldades, preconceitos, o que encontrasse atrapalhando o caminho. Qualidade de líder naquele homem preso a uma cadeira de rodas (tornou-se deficiente físico quando levou uma facada nas costas quando era policial) que, ainda assim, era puro movimento, ação, dinamismo" - diz Lena Frias.
O livro de Vargens é uma crônica sobre Candeia (seu filho, Jorginho do Império, fez carreira como compositor e cantor), relato do que ele viu, viveu e observou.
No elepê "Candeia" foram gravadas seis músicas inéditas, entre as quais aquelas que podem ser citadas como "Seis datas magnas", em parceria com Altair Prego, interpretada por Francisco Santana, compositor ("Saco de Feijão", sucesso de Beth Carvalho, por exemplo) que morreu (sem o menor registro na imprensa) há poucos meses, quando o disco entrava em fase industrial. Este samba-enredo, composto quando Candeia tinha 17 anos, trouxe a vitória para a Portela em 1953. Segundo Sérgio Cabral, ex-vereador, atual secretário de Esportes do Rio de Janeiro e candidato a prefeito do Rio de Janeiro - mas sobretudo um grande pesquisador do samba, o momento especial do disco está em "Testamento de Partideiro", onde Candeia se coloca diante da possibilidade da morte e dedica seus versos, com muito amor a seus filhos e sua mulher, dona Leonilda. Os arranjos e a direção do disco são de Tuninho Galante.

sobre Aramis Millarch (não deixe de ler) e visitar o tabloide digital
http://www.millarch.org/quem-foi-aramis-millarch

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Raul de Barros Lenda - entrevista 89 anos


Raul de Barros - Rei da Gafieira V - discografia

Também encontrei no cliquemusic e não tem imagem, mas tinha o vinil também. Vou localizar a capa. Vejam que o disco tam´bem é da CID e não consta no catalogo de musica instrumental ou samba, portanto devem te-lo caracterizado em outro genero que não procurei.

O TROMBONE DE OURO
Raul de Barros
1983 - CID - LP 4140
Faixas
1
Na Glória
(Ary dos Santos - Raul de Barros)
2
Pennsylvani 6-5000
(J. Gray - C. Sigman)
• Tea for two (V. Youmans-L. Caesar)
3
Copacabana
(Alberto Ribeiro - João de Barro)
4
Doce de coco
(Jacob do Bandolim)
5
Ave Maria
(Jayme Redondo - Vicente Paiva)
6
Pedacinhos do céu
(Waldir Azevedo)
7
Ela disse-me assim [Vá embora]
(Lupicínio Rodrigues)
• Canção de amor (Chocolate-Elano de Paula)
8
Chattanooga choo-choo
(Warren - Gordon)
• The continental (C. Conrad-A. Magidson)
9
Carinhoso
(Pixinguinha - João de Barro)
10
Angustia
(Orlando Brito)
• Recuerdos de Ipacaray (Mirkin-Ortiz)
11
Ginga das palmas
(Carioca)
(Warren - Gordon)